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Empreiteiros acham acordo duro e desistem da delação

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Uma pedra no caminho das investigações da Operação Lava Jato surgiu nos últimos dias, com a decisão de dirigentes da Camargo Corrêa recuarem no acordo de delação premiada negociado com a Polícia Federal e o Ministério Público. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Presos há três meses sob acusação de cartel e corrupção em contratos da Petrobrás, João Auler (presidente do Conselho de Administração), Dalton Avancini (presidente da construtora) e Eduardo Leite (vice-presidente) negociavam, em sigilo, suas delações premiadas com os investigadores em Curitiba.

Nas últimas semanas, as tratativas de delação dos três réus retrocederam. O acordo era duro, segundo uma das autoridades envolvidas na negociação, e serviria de “parâmetro para os demais colaboradores”.

Os termos previam que novas frentes de investigação seriam abertas e outras “ressuscitadas”, como o inquérito da Operação Castelo de Areia – que tiveram provas consideradas nulas pela Justiça. A operação investigou supostos crimes de corrupção do Grupo Camargo Corrêa, em 2009.

A Camargo Corrêa seria a primeira das grandes empreiteiras do cartel a ter executivo como delator da Lava Jato. O presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, também está em negociação, enquanto já são delatores os executivos da Toyo Setal Julio Camargo e Augusto Mendonça.

Segundo um dos investigadores da Lava Jato, os três executivos manifestaram interesse em colaborar com a Justiça desde o primeiro interrogatório. Nas últimas semanas, porém, com a entrada de investigadores da Procuradoria-Geral da Repúblicas nas negociações, os acordos voltaram à estaca zero.

Em Curitiba, a avaliação das autoridades é que termos negociados até o momento traziam dados importantes a respeito de novas frentes em que a apuração da Lava Jato precisa evoluir. Procurados, os advogados de defesa dos três executivos da Camargo Corrêa não foram encontrados para comentar o caso.

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