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Ofício poético

Do orgulho ferido ao mito, o escritor põe mãos à obra

Publicado

Autor/Imagem:
Daniel D'Ávila - Francisco Filippino

Nenhum escritor pode ser humilde

Demais no que tange à grande obra.

Senão o troço empaca a jornada…

Não sei, o mais importante precisa

Ser a literatura com muita gordura;

Tipo urso pardo hibernando na cultura…

Assim, PELA RUA DA AMARGURA!!

Sim, é Fred Astaire dançando na chuva

Embaixo daquela lua.

Deus, é Bergman filmando a PERSONA

NUA E CRUA!

Sei lá, viva Glauber Rock reinventando

A roda de SÍSIFO…

Frente ao camponês temente ao

Padrinho Ciço.

Pai, que tanto ORGULHO FERIDO DE GRITO;

SE REFLITA NUMA OBRA QUE SE TRANSFORME

em MITO!!!

…………………
Daniel D’Ávila é poeta, escritor, jornalista, professor e psicólogo. Nascido em Curitiba (PR), em 1982, vive em Maringá. Integra a União dos Escritores e Jornalistas de Maringá (Unijore) e é autor de “Canteiro de Obras” (Viseu, 2023), “Vate!” (Appris, 2024), “Desideratum” (Filos, 2025) e “Davilianas” (Filos, 2026). É colaborador do Café Literário, de Notibras.

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