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Stalinismo de Kim

‘Doidinhos’ da extrema-esquerda querem botar fogo no Brasil

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@donairene13 - Foto Divulgação

Nesta semana a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) anunciou a criação da Bancada da Esquerda Radical, reunindo parlamentares e lideranças do PSOL e do PT, como Fernanda Melchionna, Glauber Braga, Jones Manoel, Renato Freitas e Vivi Reis. Segundo o manifesto, o grupo pretende enfrentar a extrema direita “para além das urnas”, sem “recuo, conciliação ou subordinação”, defendendo uma agenda de revolução, socialismo e equilíbrio da vida nos biomas. Para Sâmia, a esquerda precisa retomar a ofensiva e apresentar alternativas ao que considera um projeto de submissão nacional representado pelo bolsonarismo.

Espero que essa iniciativa não acabe sendo vista como o “partido dos doidinhos”. O debate político já está suficientemente polarizado, e a adoção de um discurso cada vez mais radical pode afastar pessoas que desejam mudanças, mas também valorizam equilíbrio, diálogo e responsabilidade. Em um país tão dividido, ampliar os extremos dificilmente contribui para construir soluções.

O Brasil não precisa de mais radicalismo, venha ele de onde vier. O que a população espera é coerência, seriedade, ética e compromisso com os problemas reais do país. Defender ideias com firmeza é legítimo, mas o radicalismo, por si só, raramente é o melhor caminho para fortalecer a democracia e conquistar a confiança da maioria da sociedade.

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