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Roupa suja em público

Eduardo Bolsonaro alfineta Michelle e Nikolas

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@donairene13 - Foto de Arquivo

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro andava sumido. Ainda nos Estados Unidos e distante do Brasil, onde responde a processo por coação e obstrução da Justiça, voltou a aparecer. Mas não foi para apresentar propostas, refletir sobre o país ou contribuir com o debate público. Surgiu para fazer o que parece se tornar um padrão: lavar roupa suja em público e provocar desconforto entre aliados e dentro da própria família.

Em declaração recente, Eduardo cobrou apoio explícito de Nikolas Ferreira à candidatura de Flávio Bolsonaro. Também enviou um recado à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando que ela ainda não estaria demonstrando apoio suficiente ao projeto eleitoral do irmão. A cobrança pública, com tom de insatisfação, expõe fissuras internas que até pouco tempo eram tratadas nos bastidores.

O movimento revela duas coisas. Primeiro, a dificuldade de manter uma narrativa de unidade quando os interesses eleitorais começam a falar mais alto. Segundo, a estratégia recorrente de transformar divergências internas em espetáculo político. Em vez de articulação discreta, opta-se pela pressão pública, uma forma de constranger aliados e medir forças diante da base.

É provável que, até outubro, outras alfinetadas surjam. O histórico recente indica que novos episódios de tensão podem vir à tona conforme o calendário eleitoral avança e as disputas por protagonismo se intensificam.

Para quem acompanha a política como quem acompanha uma série cheia de reviravoltas, o entretenimento está garantido. Para o eleitor que espera maturidade, estratégia e propostas concretas, resta torcer para que, em algum momento, o debate ultrapasse os conflitos familiares e se concentre no que realmente importa: o país.

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