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Trabalho triplicado

Eleição é coisa séria, e quem banaliza, sai perdendo

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Foto/Imagem:
Pontes de Miranda Neto II - Foto/Reprodução

Uma carga de trabalho triplicada. É assim que vice hoje o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em razão, principalmente, da análise de procedimentos sobre propaganda eleitoral antecipada na disputa pela seccional da Ordem em Brasília e nas subseções. As eleições ocorrerão em novembro, mas, no que é visto como ato de desespero, candidatos banalizam as regras eleitorais e se acusam com frequência, muitas vezes sem fundamento.

Um dos casos é o da pré-candidata Thais Riedel, que acaba de perder uma representação onde acusava a subseção da OAB de Ceilândia de usar a cor laranja em publicações nas redes sociais. Laranja é a cor que representa o Movimento OAB no Rumo Certo, abraçada pelo atual presidente da subseção ceilandense e pré-candidato à reeleição, Leonardo Rabelo.

No voto, o CF entendeu que “não há prova da materialidade da infração”, negando o pedido feito por Riedel. A pré-candidata já tentou outras vezes pedir a retirada de publicações feitas pelos opositores em suas redes sociais. Para Rabelo, a decisão do relator foi acertada e os ataques são infundados. “Quem de fato trabalhou e esteve presente perante à advocacia ceilandense nos últimos 2 anos e 8 meses sabe que nosso objetivo sempre foi deixá-la informada de todos os serviços disponíveis, eventos e trabalhos realizados, independentemente de cores e grupos”, disse.

Thaís Riedel, lembram apoiadores da chapa da situação, já foi penalizada por propaganda eleitoral antecipada e irregular ao patrocinar publicações nas redes sociais, o que, afirmam, vai contra as regras da entidade. Mesmo tendo que tirar as publicações do ar, a candidata teria supostamente continuado a infringir as regras, ao patrocinar conteúdo editorial. Ela também foi condenada por usar rede oficial da Ordem para promover campanha de pré-candidatos a subseções sem seguir as regras obrigatórias que proíbem o uso das cores dos movimentos nas postagens institucionais.

Em um dos pareceres que pesaram contra Riedel, foi apontado que, desde maio, ela passou a anunciar publicamente sua candidatura para as eleições que se realizarão no segundo semestre deste ano. A decisão entendeu que essa superexposição gera verdadeira quebra de isonomia em relação aos demais candidatos.

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