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Dançou, não reclama

Eleito aqui para defender americanos. Pode isso?

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Autor/Imagem:
Rafaela Fernanda Lopes - Foto de Arquivo

Isso é repugnante e perigosíssimo. Um deputado federal brasileiro que está usando inteligência artificial para simular a captura do presidente do próprio país por forças armadas estrangeiras. Isso não é crítica política, é propaganda de submissão. Um parlamentar defendendo que o Brasil seja invadido, humilhado e tratado como colônia.

Não existe neutralidade nisso. Ele insinua que a solução para divergência política é força estrangeira, indo contra a nossa soberania. Isso é traição ao mandato que ele ocupa.

Usar fé para embalar essa cena torna tudo ainda mais obsceno. “Ô Deus” diante de uma encenação de sequestro político não é oração, é apologia. Ele transforma violência em desejo, arma em virtude e intervenção em salvação. Ao fazer isso, ele cruza a última linha entre discurso político e culto ao autoritarismo!

Isso não é liberdade de expressão. É um ataque direto à nossa democracia. Como as pessoas podem achar normal que presidentes podem ser removidos por tropas estrangeiras, se não agradarem a uma ala ideológica?

Quando um deputado passa a flertar com invasão e intervenção como projeto político, ele não está mais no campo do debate, está no campo da ameaça.

Isso não é normal!

Isso não é aceitável!

E, se você tratar isso como “opinião”, estará sendo conivente com o adoecimento da nossa democracia e fingindo que não viu quando um político que se diz patriota, ainda que por meio de uma imagem, incita que o próprio país seja dominado pela força.

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