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Cópia sem IA

Eleitor maduro rejeita factoides políticos

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Autor/Imagem:
Mathuzalém Júnior - Foto de Arquivo

Nas cordas e cada vez mais próximo da forca, o presidenciável Flávio Bolsonaro está se transformando em uma cópia sem IA do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além do ódio misturado com rancor, nada do que sai da boca do candidato é aproveitável para o Brasil que pensa no futuro, que acredita no sistema eleitoral e que sonha com a perenização da democracia. Como o que vem de dentro revela integralmente o interior da pessoa, seus sentimentos, pensamentos e o estado deplorável de sua alma, não é tão difícil refletir e imaginar o quão contaminado está o primogênito de Jair Messias.

Daí a pregação bolsonarista contra um candidato cujo crime foi vencê-los em 2022 e cuja maior leviandade é não dar a devida importância ao trauma político e familiar vivido pelos Bolsonaro. Associado às falsas mordidas internas, tudo que é produzido pelo clã e por seus seguidores cheira a manobra, a maracutaia, a algum tipo de sacanagem capaz de tirar o senador candidato do foco da sujeira. Foi assim com suposta briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Podem até ter brigado como madrasta e enteado, mas nunca como políticos que se acham de ponta.

Tanto a briga não foi verdadeira que bastou Flávio formalizar sua candidatura para Michelle voltar a ser a melhor amiga, inclusive com a possibilidade real, antes remota, de se lançar ao Senado Federal. Pelo menos o “conflito” amenizou o crítico, traumático, indefensável e irreversível envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, parceiro incontestável de barulhentas festinhas e do filme “Dark Horse”. Para quem não se lembra, antes disso, Flávio várias vezes foi ao encontro de Donald Trump, a quem sugeriu uma intervenção econômica e política no Brasil.

Claramente, a ideia era, por meio do tariFlávio e da desqualificação do sistema eletrônico de votação, emparedar o Lula 3, apavorar o país e, consequentemente, mudar os votos do amedrontado eleitorado. Novamente o tiro foi de festim. Na verdade, saiu pela culatra, pois, consciente de quem propôs e da rápida e sábia reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente, boa parte dos cerca de 160 milhões de eleitores decidiu resetar Flávio 01 Bolsonaro de sua lista de candidatos preferenciais. Os números das últimas pesquisas comprovam a veracidade do a mídia especializada vem informando.

À espera de um milagre, Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, o PL e o grupo que ainda se mantém junto ao candidato sofreram outro revés na semana passado, quando 01, incorporando o caboclo Jair Messias, voltou a tentar, sem prova alguma, convencer embaixadores sobre a fragilidade das urnas eletrônicas. Como a repetição da mentira repercutiu negativamente, a saída foi convocar o espetáculo circense do argentino Javier Milei. Novo retumbante fracasso.

Diante de todas essas baboseiras, resta informar à direção da campanha bolsonarista que, nessa altura do campeonato eleitoral, vitimizar Flávio ou seus familiares não resultará na captação, tampouco na recuperação de votos. Quem os conhece jamais os compraria. Melhor dizendo, não são factóides de quinta série que modificarão o atual cenário amplamente desfavorável a 01. Quanto aos votos perdidos, au revoir, tchau, bye-bye. É o preço que se paga pela falta do que dizer de bom ao eleitorado brasileiro que quer distância dos extremismos.

O caminho até as urnas são as propostas, as ideias e o verdadeiro apreço pelo Brasil. Buscar atalhos do tipo fake news, violência política, intervenção estrangeira, coação eleitoral, papel de coitadinho, vídeos de IA, falso moralismo e ataques grosseiros à figura do presidente da República não elegem mais ninguém, nem mesmo alguém vinculado ao capitão de todas as maldades. Também de nada adiantará sustentar o insustentável: o descrédito ao sistema eletrônico de votação. Para os que pensam e para os que voltaram a pensar, não há dúvida de que a trupe do atraso continua se valendo de Trump para iniciar o alinhavo da esfarrapada desculpa para a iminente derrota em 3 de outubro.

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Mathuzalém Júnior é jornalista profissional desde 1978

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