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Sonho

Elucubrações oníricas

Publicado

Autor/Imagem:
Edna Domenica - Francisco Filipino

Foi um sonho
de um tamanho!
Você vai acreditar?
Tinha pirata,
navio de lata,
Era sonho. Era canto. Era riso.
Tinha tapete mágico,
homem elástico,
Era sonho. Era canto. Era riso.
Tinha riqueza, beleza, surpresa.
É sonho. É canto. É riso.

Mas há sonhos outros
Em avessos momentos:
Dores do parto
de um dia que não nasce…
Vertigens… Gemidos… Espasmos…
Sonhos loucos!
Alucinações de gritos fulgentes…
Em que não passam mais:
– as antigas caravanas ciganas,
– os vetustos sonhos loucos.

Ficou teu silêncio – explosão-contida.
Intercalado por suspiros que desencadeiam
Teus discursos mais longos
sobre sonhos futuros.
Quantos sonhos são necessários
para construir um castelo?
Quantos sonhos são necessários?
Há quantos sonhos sãos?

Há momentos outros: de abertura de portais…

Talvez a lira vibrando
toda potencial alegoria
– Terra-ar-fogo-água –
embale sonhos-recordações,
acalente fantasias pretensões,
preencha desejos-emoções,
desabroche prazeres-criações…
Talvez a lira soando,
em plenitude ressoando,
tanja em tuas cordas
notas-fantasia
acordes-sonhos
arpejos-ideais
toque, em ti, divina melodia
arranjo-realidade.

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Edna Domenica é poetisa e participa do Coral Odara no Espaço Wagner Segura, Santa Mônica, Floripa. A criação do poema “Elucubrações Oníricas” partiu de uma escolha minuciosa de alguns versos do livro de sua autoria Cora, coração (Nova Letra, 2011) em que Edna usou a palavra “sonho”. E gerou o trabalho poético que completou a trilogia Canto, Corpo e Sonho.

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