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Pós-guerra

Emirados criticam Israel por tentar impor governo em Gaza

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Antônio Albuquerque, Edição, com Sputniknews - Foto Reprodução

Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram a proposta do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de uma possível participação do país na administração civil da Faixa de Gaza, que está atualmente sob ocupação de Israel, disse neste sábado, 11, o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

Na sexta-feira, Netanyahu disse à emissora americana Merit Street Media que Israel estava considerando estabelecer uma administração civil como um acordo pós-guerra em Gaza, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e de outros países que desejam estabilidade na região.

“Os EAU condenam as declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, propondo que os EAU participem na administração civil da Faixa de Gaza ocupada por Israel. Os EAU sublinham que o primeiro-ministro não tem autoridade para tomar tal medida, e os EAU recusam ser arrastados para qualquer plano que vise encobrir a presença israelense na Faixa de Gaza”, disse o ministro em publicação nas suas redes sociais.

Ele acrescentou que as autoridades dos EAU “estão prontas a prestar qualquer apoio ao governo palestino que será formado e irá satisfazer as esperanças e aspirações do povo palestino irmão, e terá integridade, competência e independência”.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou um ataque com foguetes em grande escala contra Israel e rompeu a fronteira, atacando bairros civis e bases militares. Quase 1.200 pessoas em Israel foram mortas e cerca de 240 outras sequestradas durante o ataque.

Israel lançou ataques retaliatórios, ordenou um bloqueio total de Gaza e iniciou uma incursão terrestre no enclave palestino com o objetivo declarado de eliminar os combatentes do Hamas e resgatar os reféns. Mais de 34.900 pessoas foram mortas até agora por ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais. Acredita-se que mais de 100 reféns ainda estejam detidos pelo Hamas em Gaza.

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