Neofascismo no Brasil
Entenda o movimento que quer destruir a Democracia
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Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um ressurgimento de traços fascistas, impulsionado por uma profunda polarização política e social. Embora o fascismo clássico seja um fenômeno histórico específico do início do século XX, analistas e acadêmicos utilizam o termo neofascismo ou “bolsofascismo” para descrever movimentos contemporâneos que compartilham bases ideológicas semelhantes.
Características do Movimento
O extremismo de direita atual no Brasil não se organiza apenas em partidos, mas em uma rede digital e ideológica poderosa. Entre as principais características identificadas por especialistas estão:
– Aversão às Instituições: Críticas severas aos mecanismos democráticos tradicionais, como o Parlamento e o Poder Judiciário.
– Militarização e Violência: Defesa da intervenção militar e uso de discursos que sugerem a eliminação de oponentes políticos (vistos como “inimigos da pátria”).
– Pautas de Costumes: Um conservadorismo radical que se manifesta através de discursos contra minorias, como a comunidade LGBTQIAP+, e a defesa de valores tradicionais de forma impositiva.
– Revisionismo Histórico: Tentativas de reinterpretar períodos autoritários do passado brasileiro para justificar ações presentes.
O Papel da Tecnologia e da Desinformação
As redes sociais tornaram-se o principal motor de radicalização no país. Através de algoritmos que favorecem o engajamento emocional, criaram-se “bolhas” onde teorias conspiratórias e notícias falsas circulam rapidamente, consolidando um ambiente de ódio e desconfiança.
Desafios e Perspectivas
Estudos indicam que aproximadamente 25 milhões de brasileiros compartilham valores alinhados a tendências neofascistas, como o apoio à intolerância e ao autoritarismo. O debate atual foca na resiliência das instituições brasileiras (como o Supremo Tribunal Federal) para resistir a esses ataques e na necessidade de regulamentação das plataformas digitais para frear a disseminação de discursos de ódio.
O fenômeno é visto não como um episódio isolado, mas como um movimento organizado que busca capturar e gerir o Estado para além dos ciclos eleitorais, representando um desafio constante para a estabilidade democrática no Brasil.