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Infância

Entre Caminhos e Raízes

Publicado

Autor/Imagem:
Luísa Nogueira - Foto Francisco Filipino

Lembranças da infância e das primeiras descobertas

Desde criança, a memória foi meu terreno fértil. Entre cadernos de escola, anotações de aulas, poesias e pequenos relatos do cotidiano, guardava-se um mundo inteiro em páginas simples.

Na minha infância não havia televisão e celular era algo impensável. Mas o rádio transmitia histórias, notícias e imaginação que me acompanhavam.

Essas primeiras experiências me ensinaram que toda escrita nasce da prática, do olhar atento e da repetição. Escrever é como caminhar por trilhas desconhecidas: o caminho se revela passo a passo, e cada parada guarda uma descoberta.

Muitas dessas anotações, pequenas como sementes, floresceram anos depois nos meus livros.

Quando lancei Acalanto em 2018, percebi que a escrita era muito mais que o ato de produzir palavras; era também preservar momentos, sentimentos e aprendizados. Em Letras Falam, em 2019 e 2020, refinei essa prática, entendendo que cada texto carrega a marca do tempo, da vida vivida e observada.

Mesmo quando alguns projetos ficaram engavetados, como livros de contos ou crônicas, aprendi que o processo criativo não se perde. Ele germina em experiências futuras, em ensaios e em projetos que ainda virão.

A memória e a observação se transformam em matéria-prima para novas histórias, novas crônicas e novos olhares sobre o mundo.

Entre caminhos que percorri e raízes que cultivo, percebo que escrever é, acima de tudo, uma forma de dialogar com a própria vida. E de permitir que outros também caminhem por essas trilhas que desenhei com palavras.

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@luísanogueiraautora
Meu espaço: Blog Multivias

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