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Mais auroras

Entre primavera e outono

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Como eu gostaria de ter te encontrado
quando a primavera ainda pintava meus dias,
quando a juventude era campo aberto
e nossos caminhos poderiam florescer juntos.

Teríamos colhido mais auroras,
mais tardes douradas,
mais tempo para semear ternura
e colher eternidade.

Mas o destino quis que fosse no outono,
quando as folhas já dançavam ao vento,
quando a distância e as tempestades
nos ensinaram a força da esperança.

Não me arrependo, pois em ti encontrei
o sonho que aguardava em silêncio,
a chama que reacendeu meu coração,
a promessa que me devolveu a vida.

Às vezes temo o crepúsculo dos anos,
o tempo que corre como rio apressado,
mas em teus braços descubro
que o amor não conhece idade,
que cada instante é infinito
quando se vive com intensidade.

E mesmo nas noites em que desperto,
sentindo tua presença como brisa,
mesmo quando o travesseiro guarda silêncio,
eu sorrio, porque sei:
não importa se é primavera ou outono,
se caminhamos de mãos dadas,
o amor é sempre aurora,
o amor é sempre eterno.

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