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Mundo

Esquerda (no poder) enfrenta direita no Uruguai

Marieta Cazarré

Às 22h30 da noite de domingo (27), ainda sem resultados oficiais divulgados, institutos de pesquisa de opinião indicam que haverá segundo turno no Uruguai. As sondagens apontam que Daniel Martínez tem cerca de 39% dos votos, enquanto Luis Lacalle Pou recebeu 29%.

A Corte Eleitoral do país afirmou que a votação foi histórica com mais de 90% de comparecimento às urnas. O horário de votação, das 8h às 19h30, é o mais longo da América Latina.

O candidato Daniel Martínez, da coalizão esquerda, Frente Ampla, lidera o ranking, com quase 40% das intenções de voto. A coalização Frente Ampla está há 15 anos no poder.

O candidato de direita, Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, aparece em segundo lugar, com pouco mais de 29%. Em terceiro lugar está Ernesto Talvi, do Partido Colorado, com cerca de 12%; e em quarto lugar, Guido Maníni Ríos, do partido Cabildo Abierto, com 10% dos votos.

Apoio no segundo turno
O candidato Guido Maníni Ríos anunciou na noite de hoje que apoiará Luis Lacalle Pou no segundo turno. Analistas acreditam ainda na formação de uma coalizão, entre blancos (do Partido Nacional, em segundo lugar nas pesquisas), colorados (em terceiro lugar) e partidários do Cabildo Abierto no segundo turno contra Martínez, que está na liderança.

No Uruguai, para ganhar em primeiro turno, é necessário obter 50% dos votos mais um. O segundo turno será no dia 24 de novembro. A posse será no dia 1º de março do ano que vem.

Referendo
O referendo “Viver sem medo”, proposto pelo senador Jorge Larrañaga, do Partido Nacional, não alcançou os 50% de apoio necessário para ser aprovado.

O referendo, que foi votado hoje juntamente com as eleições gerais, tinha como objetivo uma reforma constitucional que abarcaria quatro mudanças que são: a criação de uma Guarda Nacional, formada por até 2 mil militares, para que colaborem com as ações da Polícia no combate ao narcotráfico e ao crime organizado; o cumprimento integral das penas em casos de violação, abuso sexual, assalto, extorsão, sequestro, homicídio, maltratos e tráfico de drogas; a prisão perpétua para delitos de estupro, abuso sexual e homicídios de menores, assim como homicídios qualificados, podendo ser revisada após 30 anos de prisão; autorização de ações de busca e apreensão noturnas em lugares onde haja fortes indícios de delitos, com prévia autorização judicial.

Para que a reforma fosse aprovada, o “sim” deveria ter maioria absoluta (50% mais um) dos votos.

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