Curta nossa página


Incertezas

Estamos vivendo no purgatório

Publicado

Autor/Imagem:
Tania Miranda - Foto Francisco Filipino

Nada na vida é líquido e certo. A todo momento ocorre uma mudança, seja na forma de pensar, de agir… claro que essas mudanças vêm devagar, em doses homeopáticas. Mas ocorrem. Nem sempre percebemos, é claro. Pois para nossa percepção, tudo parece estático. Mas o tempo para a História passa de uma maneira diferente que para nós…

As mudanças acontecem em vários níveis. Algumas, por processo natural. Outras, pela intervenção humana. Tanto uma quanto a outra acarretam consequências que irão impactar no dia a dia social. Afinal, um desastre natural, como um terremoto que ocorra em determinada região do planeta terá, de certa forma, efeitos tão devastadores quanto uma intervenção política mal direcionada…

Duvida do que expus? Pense bem… quando há um evento catastrófico como um furacão ou outro desastre natural, pessoas sofrerão com a destruição causada por tal tragédia. Quando uma Nação ataca a outra com armas de destruição em massa, o resultado é semelhante… às vezes, até pior…

Se prestarmos atenção à história da humanidade, veremos que sempre tivemos essa dupla fatídica a intervir em nossas vidas… flagelos em forma de doenças, inundações e outros tipos de sinistros… e, da mão da humanidade, guerras e devastação em nome de alguém que se arvorava senhor do mundo…

Neste preciso instante passamos por esses dois tipos de evento. Temos irmãos de outras plagas que sofrem com intervenções da Natureza e irmãos que sofrem com a ação do “Senhor do Mundo” do momento… claro, há vários candidatos a esse título, mas alguns se contentam a ser subalternos do “Senhor-Mor”…

Enquanto a Natureza tenta se recompor, sem preocupar-se com o conforto dos humanos… uma vez que a agredimos constantemente, os políticos desejam deixar sua marca na história da maneira que conseguirem… se for preciso espalhar dor e sofrimento para depois oferecer uma solução e com isso ganhar o título de “salvador de um povo”, vamos em frente. O importante é registrar seu nome para a Posteridade…

Tivemos vários candidatos no passado que conseguiram registrar seu nome na História… os Faraós do Egito, os Césares de Roma, os vários conquistadores no Oriente e Ocidente, as “Dinastias Reais”, onde o monarca era alguém “ungido” por um espírito superior e, por tal motivo, tinha direito de vida e morte sobre “seus súditos”…

Alguns são lembrados como verdadeiros heróis, outros são execrados como vilões condenados às chamas do inferno. Mas todos conseguiram seu intento… deixaram marcas que seus seguidores fizeram questão de registrar, para que as gerações futuras os usassem como modelo de comportamento… para o bem ou para o mal…

Ontem, como hoje, continuamos sobre regimes de opressão. Alguns nos concedem relativa liberdade. Outros as tolhem sem peso na consciência. E tudo em nome de algo que, na realidade, não faz sentido algum… a “Tradição”…

Em nome dessa “Tradição” comete-se abusos contra comunidades inteiras. E, não, não estou dizendo que essas comunidades são inocentes. “Ninguém nesse mundo é inocente”, alguém já disse certa vez. Todos nós carregamos algum tipo de culpa. Faz parte de nossa cultura. Por mais que tentemos, não é fácil extirpar esse “demônio” de nosso meio. Sim, somos todos imperfeitos…

Será que algum dia conseguiremos viver em harmonia com a Natureza, preservando-a e a respeitando? Será que algum dia conseguiremos viver em Sociedade seguindo o caminho da Paz? Espero que sim. Afinal, cabe apenas a nós escolher a caminho a trilhar. Se escolhermos o caminho certo, atingiremos o Paraíso no final de nossa caminhada. Se não, o mundo se transformará em um inferno que nós mesmo criamos. Aliás, no momento estamos no Purgatório. Transformá-lo em Paraíso ou Inferno depende apenas de nossas ações. De escolhermos o caminho correto… mas como saberemos qual é o caminho correto?

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.