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Relicário de Ouro

Eternidade da Saudade

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Minha lembrança é um relicário de ouro,
onde cada gesto seu repousa como estrela guardada,
no silêncio, floresce um jardim secreto,
e cada noite se torna altar de ternura velada.

Escrevo versos como quem acaricia o vento,
sabendo que talvez jamais alcancem seus olhos,
mas o céu, cúmplice, derrama sua chuva,
como se fossem cartas líquidas enviadas ao coração.

Não espero respostas, apenas o consolo suave,
de que o amor, mesmo distante, nunca se dissolve,
rios invisíveis correm entre nós,
e o firmamento canta em trovões que parecem canções.

O tempo se desfaz como areia entre os dedos,
a casa suspira, mas ainda guarda sua aura,
o inverno retorna, mas o jasmim resiste,
como promessa de que a beleza nunca se perde.

Às vezes, lembranças surgem como constelações,
com brilho doce de instantes eternizados,
quando, de olhos fechados, eu caminhava entre rostos,
e só o seu sorriso iluminava o caminho.

Sim; há momentos em que o vazio se veste de silêncio,
e… não; não é que eu espere o ontem,
hoje só desejo que meu peito encontre repouso,
pois a saudade é chama que arde e ilumina,
um amor eterno que floresce com a chuva que cai.

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