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Fragilidade

Existe uma violência em ser obrigado a parecer forte

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Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Há pessoas que nunca tiveram o direito social da fragilidade.

Mulheres, pessoas negras, pobres, trabalhadores precarizados muitos grupos aprendem desde cedo que desmoronar não é uma opção viável. A sobrevivência exige continuidade.

Judith Butler discute como algumas vidas são mais vulnerabilizadas do que outras dentro das estruturas sociais. Nem todos os corpos recebem o mesmo cuidado, a mesma escuta ou a mesma proteção.

Por isso existe algo cruel na romantização da resiliência.

Às vezes a pessoa não é forte. Ela apenas não teve alternativa.

E talvez uma sociedade minimamente ética devesse parar de admirar tanto a capacidade de suportar dor e começar a questionar por que tantas pessoas precisam suportar tanto.

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