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Fachin entra em cena para conter crise onde a sigla de ordem é fdp*

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Autor/Imagem:
Wenceslau Araújo - Foto de Arquivo/Valter Campanato

Para o Supremo Tribunal Federal de Edson Fachin, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Nunes Marques, setembro deixou de ser apenas prenúncio de flores para se transformar no mês dos meses. Antes de prosseguir, vale lembrar que a inclusão dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques não é apenas extemporânea. Com o voto antecipado deles, Mendonça conseguiu maioria na 2ª. Turma para expulsar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.

Aconteça o que acontecer na sessão que o ministro Fachin convocou para a semana que vem, os fatos comprovam que o atual STF não é para amadores. Ou seja, vestir toga em 2026, a 25 dias de uma complicada eleição presidencial, significa se privar de todos os princípios religiosos, jurídicos, morais e até dos direitos sexuais. A melhor recomendação de quem está de fora é que as excelências envolvidas no imbróglio obstruam os ouvidos de suas pobres genitoras, de modo que elas se abstenham de ouvir os burburinhos vazados dos bastidores da instituição.

Embora muitos vejam a confusão como uma limpeza político-partidária da Corte, é claro que o sangrento conflito instalado no útero do Supremo Tribunal Federal é de arrepiar até os pelos pluvianos dos calvos e dos coçadores de frieiras nos dedos dos pés esquerdo e direito. As reações ao bate-boca de comadres das excelências com função e salários vitalícios são as mais variadas e tristes para pessoas que se acostumaram a usar a sisudez e a repetitiva limitação aos autos como resposta para perguntas do modo incômodo.

Postada na plataforma X, certamente à revelia do bilionário Elon Musk, a Associação Nacional de Cabarés soltou recentemente uma simplória nota informando que seus associados nada têm a ver com o Supremo Tribunal. Em letras do tipo 72, a justificativa é ainda mais clássica: “Somos muito mais organizados”. Não sou habitué dessa lúdica e prazerosa entidade, mas adiro aos comentários de que, hoje, qualquer casa do gênero irradia mais luz do que a sombria, fúnebre e pavorosa Corte Suprema.

O que sei é que, entre o lúdico e o lúgubre, pelo menos dois terços da população brasileira optarão pela alegria, pela serenidade e pela paz e amor decorrentes das melodiosas quatro paredes dos cabarés. Nada parecido com as modorrentas e ultrapassadas sinfonias ouvidas dentro e fora dos plenários da Suprema Corte de Justiça. Por falar em música, eu e o Brasil ainda não sabemos a preferência musical dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Tanto faz.

Como a música pode unir as pessoas e a dança conectá-las, nada mais justo que os dois ministros geradores da crise do STF escolham o gospel, forró, samba, sertanejo, valsa ou chorinho para reaproximá-los interna ou externamente. Para o cidadão que procura viver sempre dentro das quatro linhas, pouco importa o ritmo. Importante é que, para o bem do povo, felicidade geral da nação e liberdade na eleição, é que, na chuva ou na seca, os dois saibam que vão ter de dançar conforme a música. Que a batuta do maestro Edson Fachin se mantenha ereta até a decisiva sessão da Corte.

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Wenceslau Araújo é Editor-Chefe de Notibras

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