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Mal agudo

Fevereiro Laranja alerta para sintomas da leucemia

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Autor/Imagem:
Malu Oliveira, Edição/Via Empório Comunicação - Foto Divulgação

O mês de fevereiro é a época em que a classe médica se une para alertar a população sobre a leucemia aguda. O “Fevereiro Laranja” foi criado para divulgar, por meio de campanhas educativas preventivas, o câncer do sangue, que é uma doença que consiste na presença de células jovens com crescimento desorganizado, chamadas de blastos. Ao se multiplicarem de maneira desordenada, estas células impedem o funcionamento adequado do sangue, pois tomam o espaço das células saudáveis.

As leucemias podem ser agudas e crônicas. As agudas, devido à presença de blastos, produzem sintomas como fraqueza, febre e sangramento na pele (petéquias, equimoses ou hematomas) ou nas mucosas (sangramento nasal, por exemplo) e precisam ser tratadas de maneira imediata.

As leucemias crônicas podem ser assintomáticas e normalmente são diagnosticadas em exames de rotina.

Como as leucemias afetam o sangue, o processo de diagnóstico é iniciado com a realização de hemograma. Depois deste exame, uma série de procedimentos são feitos para definir o diagnóstico final.

Fernando Blumm, hematologista da Oncologia D’Or Brasília, explica que não existe forma de prevenir a leucemia aguda. “O importante é ter a consciência de que, em caso de uma fraqueza importante, febre sem causa aparente e acompanhada ou não de sangramentos pelo corpo, um hemograma deve ser feito de maneira imediata. Estes sintomas são progressivos e podem se agravar rapidamente”, ressalta o médico.

As leucemias são mais comuns na infância e na velhice, sendo o tipo mais comum de câncer em crianças. “Não se sabe a razão exata deste fato, porém a boa notícia é que o prognóstico dos pequenos, com o tratamento correto, é muito bom”, comemora o médico.

O hematologista dispõe de diversas armas terapêuticas para o tratamento. Na fase aguda, além da quimioterapia, alguns pacientes precisam de transplante alogênico, quando é preciso achar um doador na família, ou no banco de medula chamado de REDOME no Brasil. “Por isso é fundamental que as pessoas se conscientizem da importância de ser um doador. Muitos tipos de leucemia só vão curar com o transplante e com muitos doadores no banco, aumentam as chances de um paciente conseguir alguém compatível e ter a sua vida salva”, alerta Fernando Blumm.

Pacientes idosos, que toleram menos os tratamentos agressivos, podem ser tratados com medicamentos-alvo, que impedem o crescimento das células ruins, sem efeitos colaterais tão intensos como os da quimioterapia.

Hoje, na Rede D’Or São Luiz em Brasília, existem dois centros de transplantes em pleno funcionamento e habilitados para transplantes de medula. O Hospital DF Star e Hospital Santa Luzia possuem credenciamento para todas as modalidades de transplantes, sejam eles autólogo, alogênico aparentado ou não aparentado, e de células de cordão umbilical.

“É fundamental que tenhamos um mês para trabalharmos a consciência desta doença. Infelizmente, muitos pacientes negligenciam os sintomas. Faça um hemograma sempre que houver fraqueza sem causa aparente, febre sem um diagnóstico e sangramentos na pele ou mucosas”, alerta o hematologista.

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