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Cálculo de campanha

Como tarifaço fortalece Lula, melhor é adiar, né?

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@donairene13 - Foto de Arquivo

Em documento enviado aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro admite que as tarifas impostas por Donald Trump acabaram fortalecendo politicamente o governo de Lula. Ao pedir que a taxação contra o Brasil seja adiada por 180 dias, ou seja, para depois das eleições, ele deixa claro que a preocupação não é com os impactos econômicos para o país, mas com o efeito eleitoral dessas medidas.

O gesto é revelador porque desmonta o discurso de quem tenta vender patriotismo enquanto, nos bastidores, articula de acordo com conveniências políticas. Se as tarifas prejudicam o Brasil, a lógica seria pedir o fim delas imediatamente, e não apenas um adiamento estratégico para evitar desgaste na campanha. Isso mostra que o cálculo é eleitoral, não nacional.

Diante disso, fica evidente que Flávio Bolsonaro está mais preocupado em proteger seu projeto de poder do que em defender os interesses do povo brasileiro. O país vira peça de negociação e o sofrimento econômico de trabalhadores, empresários e consumidores parece importar menos do que o timing político de uma eleição.

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