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SOF Norte

Funcionário mata patrão a facadas em oficina mecânica

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

Um crime brutal chocou os trabalhadores do Setor de Oficinas Norte (SOF Norte) nesta quarta-feira (6), em Brasília. Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sob a acusação de assassinar o próprio patrão, Flávio Cruz Barboza, de 49 anos. O homicídio ocorreu dentro do estabelecimento da vítima, onde Eduardo trabalhava.

De acordo com informações da PMDF, o suspeito não negou o crime no momento da abordagem. Eduardo afirmou aos policiais que agiu motivado por um sentimento de vingança. Já na delegacia, o jovem admitiu ter desferido múltiplos golpes de faca contra o empresário, que não teve chances de defesa durante a ação violenta.

O ataque foi registrado com detalhes pelas câmeras de segurança da oficina mecânica. As imagens, que já estão em posse dos investigadores, mostram o momento em que Eduardo se aproxima de Flávio, que estava sentado em uma cadeira, e o atinge inicialmente com um chute violento na cabeça. A agressão física rapidamente escalou para o uso de uma arma branca.

Nas gravações, é possível ver o funcionário desferindo diversas facadas contra o patrão. Após ser atingido e cair ao chão, o corpo de Flávio Cruz Barboza foi arrastado por Eduardo por alguns metros dentro do estabelecimento. A crueldade da cena impressionou os agentes que analisaram o material para a lavratura do flagrante.

O histórico criminal de Eduardo Jesus Rodrigues aponta que o jovem já possuía passagens anteriores pela polícia. Segundo os registros consultados pela corporação, ele já havia sido detido por porte de arma branca e também por envolvimento com o tráfico de drogas, o que reforça o perfil violento já monitorado pelas autoridades locais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) assumiu a condução do inquérito e não descarta novas frentes de apuração. Existe a suspeita de que uma segunda pessoa possa ter tido algum nível de envolvimento no planejamento ou na execução do crime. Diligências estão sendo realizadas para identificar possíveis cúmplices ou testemunhas que ainda não foram ouvidas.

O caso está sob os cuidados da 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que centraliza as investigações. Eduardo permanece detido e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado. O clima no SOF Norte é de consternação entre colegas e vizinhos de oficina da vítima, que era conhecida na região.

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