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Brasília

Governador do DF viaja bêbado e é advertido em voo

Foto/WhatsApp
José Seabra

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi advertido com severidade durante o voo 58 da Linhas Aéreas Portuguesas, na noite de domingo, 21, no trajeto Brasília-Lisboa. Motivo da repreensão: excesso de embriaguez.

Um dos passageiros da classe executiva da TAP, sentado a duas fileiras da poltrona ocupada por Ibaneis, mostrou-se indignado. Não com o puxão de orelhas, mas com a postura do governador.

Constrangido com a cena, o ex número 1 da Advocacia-Geral da União Luiz Alberto Adams, advogado como Ibaneis, preferiu cochilar para não presenciar mais cenas de um verdadeiro pesadelo moral.

Ibaneis já embarcou bêbado, garantem testemunhas oculares. Na sala vip do Aeroporto JK, em Brasília, ele exigiu ser servido com garrafas exclusivas de vinho. É tradição que a bebida servida seja coletiva, e degustada com moderação.

Por conta do forte temporal que desabou sobre a capital da República na tarde-noite do dia do embarque, o voo foi atrasado em mais de uma hora. Previsto para decolar às 17 horas, o Boeing da TAP só levantou voo às 18h15. Mais tempo, portanto, para que Ibaneis se esbaldasse no álcool.

Em solo, sob o efeito do vinho, Ibaneis Rocha, tendo à sua frente um televisor ligado, que transmitia o jogo Flamengo e Vasco, pegou do celular e ligou para um de seus filhos, fazendo as vezes de locutor, gritando ‘Mengoooooooo’ a cada gol e lances de perigo.

Tradicionalmente reconhecida como briosa, a tripulação do voo 58 (como de resto dos demais aviões da TAP) ficou desconcertada quando o governador, com voz alterada e em tom presunçoso, exigiu embarcar antes de crianças, idosos e passageiros premium.

Após uma curta conversa, foi permitida a exceção. Ibaneis seguiria puxando a fila. Não por sua condição de governador, mas por temor de que, bêbado, regurgitasse sobre outros passageiros à sua frente.

Já sobre o Atlântico, o ‘hospedeiro-chefe’ (líder dos comissários de bordo), embora demonstrando paciência, voltou, discretamente, a advertir o governador, que insistia em jogar no chão da aeronave restos de comida.

O séquito de Ibaneis ficou desconcertado. Parecia um bando de soldados rasos obrigados a carregar seus próprios sacos de suprimentos e o do seu superior hierárquico.

Um deles, fazendo lembrar Rolando Lero, decidiu pedir contenção a Ibaneis. Mas a conversa foi curta e grossa.

– Amado mestre…

– Cale a boca. E mande vir mais uma garrafa de uísque.

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