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Pé-de-Meia

Caneta do poder faz mágica em pleno ano eleitoral

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@donairene13 - Divulgação

O Pé-de-Meia é uma das políticas educacionais mais importantes criadas nos últimos anos. O programa parte de uma realidade muito concreta: muitos jovens não abandonam a escola porque não gostam de estudar, mas porque precisam trabalhar e ajudar no sustento da família. Por isso, o governo criou um incentivo financeiro para que estudantes do ensino médio público possam permanecer na escola, concluir os estudos e começar a vida adulta com alguma segurança financeira. O benefício pode chegar a R$ 9.200 ao longo do ensino médio, desde que sejam cumpridos critérios como frequência e conclusão das etapas.

Agora há uma proposta para dar um passo ainda maior: universalizar o Pé-de-Meia para todos os estudantes regularmente matriculados no ensino médio público, retirando a exigência de pertencimento ao CadÚnico. A ideia é simples, mas poderosa: se o jovem está estudando na escola pública, o Estado ajuda a criar condições materiais para que ele consiga permanecer nela. Isso transforma o enfrentamento da evasão escolar em uma política concreta, porque reconhece que pobreza, necessidade de trabalhar e dificuldade de permanecer estudando estão profundamente ligadas.

O Pé-de-Meia é, nesse sentido, um programa revolucionário. Não se limita a dizer ao jovem que ele precisa estudar. O Estado reconhece que estudar também exige tempo, alimentação, transporte e condições mínimas de vida. Em vez de responsabilizar o adolescente que abandona a escola para trabalhar, a política tenta retirar justamente a pressão econômica que muitas vezes o empurra para fora da sala de aula. Universalizar o programa significaria tratar a permanência no ensino médio público não apenas como obrigação do estudante, mas como responsabilidade de toda a sociedade.

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