Curta nossa página


Entrevista com o escritor

Guilherme Fernando Scandelai: “Sou apenas um contador de histórias”

Publicado

Autor/Imagem:
Cecília Baumann - Foto Acervo Pessoal

Guilherme Fernando Scandelai é um escritor que encontrou na literatura uma forma de reviver memórias e compartilhar experiências. Nascido em Bebedouro-SP, mas com raízes em Pirangi-SP, ele traz em seus textos a essência da vida no interior e as aventuras de sua infância. Aposentado como Auditor-Fiscal da Receita Federal, Guilherme agora se dedica a contar histórias e a trabalhar em seu segundo livro de crônicas.

Fale um pouco sobre você, seu nome (se quiser, pode falar apenas o artístico), onde nasceu, onde mora, sobre sua trajetória como escritor.

Guilherme Fernando Scandelai, nasci em Bebedouro-SP, mas considero-me pirangiense. Como não havia hospitais em Pirangi-SP, meus pais recorreram à maternidade em Bebedouro. Vivi até os 15 anos na roça, em meio às lavouras de café, arroz, milho e feijão, depois limão e laranja. Ali vivi a maior parte das aventuras contadas no livro. Hoje moro em Juiz de Fora, recém-aposentado como Auditor-Fiscal da Receitas Federal do Brasil, depois de passar por inúmeras outras atividades.

Como a escrita surgiu na sua vida?

Durante a pandemia, eu exercia o cargo de Delegado-Adjunto da Receita Federal em Juiz de Fora. Como responsável pela logística da unidade, ia todo dia trabalhar presencialmente. Comecei a transformar alguns textos que escrevia no Facebook em crônicas que enviava aos funcionários. Muitos elogios recebidos e pedidos para que publicasse um livro começaram a chegar.

De onde vem a inspiração para a construção dos seus textos?

Memórias apenas. Não invento nada, apenas transcrevo minhas lembranças, algumas com nostalgia, mas a maioria com agradáveis recordações recheadas de saudades.

Como a sua formação ou sua história de vida interferem no seu processo de escrita?

A minha história de vida tem tudo a ver com o que escrevo. É dela que tiro todas as crônicas.

Quais são os seus livros favoritos?

Gosto de livros que abordam aventuras, civilizações antigas e extraterrestres, além de ficção científica.

Quais são seus autores favoritos?

Zecharia Sitchin, sem dúvidas, e diversos atores espíritas.

O que é mais importante no seu processo de escrita? A inspiração ou a concentração? Precisa esperar pela inspiração chegar ou a escrita é um hábito constante?

Inspiração. Algum cheiro ou lembrança me traz a necessidade de relatar.

Qual é o tema mais presente nos seus escritos? E por que você escolheu esse assunto?

Recordações da minha infância, adolescência e juventude sem sombra de dúvidas. Ali está minha essência.

Para você, qual é o objetivo da literatura?

Imortalizar histórias e conhecimento.

Você está trabalhando em algum projeto neste momento?

O segundo livro de crônicas com o mesmo tema.

Como você gostaria que seus leitores enxergassem sua obra?

Como um contador de histórias, não me considero escritor.

Como é ser escritor hoje em dia?

Muito complicado. Para a publicação do livro tive que investir. Felizmente consegui pelo menos recuperar o investimento, o que já me deixou orgulhoso.

Qual a sua avaliação sobre o Café Literário do Notibras?

Sinceramente conheci há poucos dias. Estou me familiarizando, mas fiquei impressionado com a disposição na divulgação.

Tem alguma coisa que eu não perguntei e você gostaria de falar?

Só acrescentar que a correção ortográfica do meu livro foi realizado por mim mesmo, o que gerou alguns erros de digitação que não consegui averiguar na ocasião.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.