Mundo em conflito
Hitler e Mussolini estão de volta nos corpos de Trump e Netanyahu
Publicado
em
Consolidado pelas principais torcidas de futebol para celebrar o ressurgimento de times após momentos difíceis, a expressão “O Campeão Voltou” hoje pode ser assumida pelo troglodita Donald Trump, cuja intenção é colocar o mundo de joelho a seus pés. Nesse contexto, poucos países foram poupados. Portanto, não seria demais alardear que o grito sufocado do mundo para definir a sanha do presidente dos Estados Unidos da América é simples: Adolf Hitler voltou, Adolf Hitler voltou. Não ele, mas seu fantasma fantasiado de líder yankee.
E não voltou sozinho. Trouxe com ele o aliado de copa e cozinha Benjamin Netanyahu, quem sabe a encarnação do fantasminha Benito Mussolini. O argumento de ambos para justificar os meios utilizados para atingir os fins é que o Irã dos aiatolás é um Estado assassino. Ninguém com um mínimo de neurônios em funcionamento questiona a afirmação. Questionável é os EUA e o belicoso Israel se colocarem com os Estados do bem contra o mal. Não são.
Acho que nenhum líder poderia ter à disposição bombas nucleares. Entretanto, se, entre outras nações, Estados Unidos, Israel, Coréia do Norte e China têm, por que os iranianos não podem tê-las? Combater assassinos e, por consequência, proteger americanos e israelenses, é apenas o pretexto. Os olhos grandes de norte-americanos e de judeus estão voltados prioritariamente para o petróleo dos aiatolás.
O que poucos dizem é que, assim como fez com as jazidas petrolíferas da Venezuela, Donald Trump sonha em se apossar dos poços do Irã. A diferença é que, hoje, os líderes iranianos têm muito mais força e poder do que tinha Nicolás Maduro e sua trupe. Em outras palavras, seja qual for a guerra, ela é o resultado da ganância e da intolerância humanas.
Como bem disse o filósofo e escritor francês Paul Valéry, “a guerra é um massacre entre gente que não se conhece para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram”. Ou seja, quem começa e lucra com os conflitos raramente pisam no campo de batalha. Diante de mais essa estupidez, voto com todos os pensadores vivos ou mortos, para os quais muitas vezes quem paga com a vida nem gostaria de estar lutando.
A exemplo de tantos outros, o ataque de assassinos ao estado assassino do Irã começou na mente de dois homens e certamente terminará com famílias e cidades despedaçadas. Minha melhor definição sobre uma guerra é que todos sabem como elas começam, mas poucos imaginam como elas terminam. Normalmente iniciados por decisões políticas ou vaidades, os conflitos evoluem para consequências incontroláveis e imprevisíveis. Com certeza, o Adolf Hitler e o Benito Mussolini do século 21 não estão nem aí.