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Tora, tora, tora

Holanda e Japão fazem jogo de causar calafrio

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Bartô Granja - Foto Reprodução do X

A Copa do Mundo de 2026 ganhou, na noite deste domingo (14), sua primeira partida capaz de arrancar suspiros, arrepios e aplausos dos torcedores. Em um duelo eletrizante disputado no AT&T Stadium, em Arlington, Holanda e Japão empataram por 2 a 2 e entregaram um espetáculo de futebol que reforçou o potencial das duas seleções como candidatas a avançar longe no torneio — e, quem sabe, cruzar o caminho do Brasil nas fases eliminatórias.

O resultado deixa holandeses e japoneses com um ponto cada no Grupo F. Agora, ambos aguardam o confronto entre Suécia e Tunísia para conhecer o cenário da chave após a primeira rodada.

A seleção holandesa começou a partida sem sua principal estrela. Recuperado recentemente de lesão, Memphis Depay, atacante do Corinthians, iniciou no banco de reservas por decisão do técnico Ronald Koeman. A responsabilidade ofensiva ficou com Donyell Malen, que não demorou a mostrar serviço. Logo nos primeiros minutos, o atacante obrigou o goleiro Suzuki a fazer grande defesa após girar sobre a marcação e disparar um chute potente da entrada da área.

Com maior posse de bola e presença constante no campo ofensivo, a Holanda tentou impor seu ritmo, mas encontrou dificuldades para romper o eficiente sistema defensivo montado pelos japoneses. A equipe asiática fechava os espaços com disciplina e dava a impressão de que seria praticamente impossível ser vazada.

Mas a resistência japonesa durou apenas até o início da segunda etapa. Aos cinco minutos, o capitão Virgil van Dijk aproveitou cruzamento preciso de Ryan Gravenberch e abriu o placar para a equipe europeia. O meio-campista do Liverpool cresceu na partida e passou a comandar as ações ofensivas pelo lado direito.

A resposta japonesa, porém, foi rápida. Seis minutos depois, Nakamura finalizou de fora da área, contou com um desvio na trajetória da bola e deixou tudo igual. O gol evidenciou a mudança de postura da equipe comandada por Hajime Moriyasu, que abandonou a cautela e passou a atacar com mais intensidade.

O jogo ganhou contornos ainda mais emocionantes quando a Holanda voltou à frente do marcador. Inspirado, Gravenberch distribuiu sua segunda assistência da noite e encontrou Summerville em excelente condição para marcar um belo gol, recolocando os europeus em vantagem.

Com o relógio avançando, Koeman optou por recuar sua equipe para preservar o resultado. A estratégia, entretanto, acabou convidando o Japão para o ataque. Nos minutos finais, os asiáticos pressionaram de forma intensa, transformando a reta decisiva da partida em um verdadeiro teste para a defesa holandesa.

A insistência foi recompensada aos 42 minutos do segundo tempo. Kamada apareceu livre na área e, de cabeça, decretou o empate por 2 a 2, fazendo justiça ao equilíbrio de um dos melhores jogos da competição até aqui.

Mais do que um simples empate, Holanda e Japão deixaram um recado ao restante da Copa: ambos possuem qualidade, organização e capacidade de decisão. Para o Brasil, que sonha com o hexacampeonato, o espetáculo em Arlington serviu como alerta de que a caminhada rumo ao título promete ser repleta de obstáculos de alto nível.

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