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Feminicídio no Sol Nascente

Homem é condenado a 37 anos de prisão por matar mulher a facadas

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação

O Tribunal do Júri de Ceilândia, no Distrito Federal, condenou Magecson dos Anjos Matias a 37 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Jucelia dos Santos da Silva. O crime foi tipificado como feminicídio por ter sido cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a vítima. A decisão judicial, divulgada nesta terça-feira (2), fixou o cumprimento da pena em regime inicial fechado.

A sentença destacou que o réu agiu com extrema violência e utilizou meio cruel para cometer o assassinato em via pública. Devido à gravidade e às circunstâncias do crime, o magistrado determinou que o condenado não poderá recorrer da decisão em liberdade. Magecson permanecerá detido na ala prisional onde já se encontrava aguardando o desfecho do julgamento popular.

O crime aconteceu em outubro de 2024 na região administrativa do Sol Nascente, nos arredores de Ceilândia. De acordo com os laudos técnicos do processo, Jucelia foi atingida por dezenas de golpes de arma branca. O ataque brutal concentrou-se principalmente nas regiões do pescoço e do rosto da vítima, impossibilitando qualquer chance de defesa.

Testemunhas que presenciaram a cena afirmaram que o agressor abordou a mulher de forma repentina pelas costas. Ele desferiu as primeiras facadas sem que a vítima pudesse esboçar reação e continuou a agressão mesmo com ela caída. O ataque violento só foi interrompido após a intervenção física de várias pessoas que passavam pelo local do crime.

Revoltados com a brutalidade da ação, os moradores e pedestres que estavam na via pública espancaram Magecson logo após conterem o ataque. A intervenção popular segurou o agressor na cena do crime até a chegada das autoridades policiais. Na época das investigações, o delegado responsável relatou que o homem demonstrava uma “ira incontrolável” durante o episódio.

Com o veredito do Tribunal do Júri, encerra-se a primeira fase processual do caso que chocou a comunidade do Sol Nascente. A condenação aplica a pena máxima prevista para casos com múltiplas qualificadoras de crueldade e violência de gênero. O cumprimento da pena de quase quatro décadas seguirá os ritos de progressão previstos na legislação penal brasileira.

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