Curta nossa página


Pornografia de revanche

Homem é preso por vender vídeos íntimos sem consentimento

Publicado

Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação/PCDF

Um homem de 33 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sob a acusação de gravar encontros íntimos com mulheres sem autorização e lucrar com a venda dos vídeos em plataformas de conteúdo adulto. A operação policial cumpriu mandados de busca e apreensão em Águas Lindas de Goiás e Valparaíso de Goiás, municípios vizinhos localizados no Entorno do Distrito Federal. Além da detenção do suspeito, a companheira dele, de 31 anos, está sob investigação por suposta participação no esquema financeiro da atividade criminosa.

As investigações começaram após uma das vítimas descobrir que imagens de seus momentos íntimos estavam disponíveis em um site pornográfico de grande alcance. Ela relatou que conheceu o investigado por meio de um aplicativo de relacionamento e manteve dois encontros consensuais com ele. Somente depois ela percebeu que as relações haviam sido filmadas clandestinamente e comercializadas na internet sem o seu consentimento. Uma segunda mulher, que também se envolveu com o suspeito, identificou o agressor nas gravações por meio de características físicas e tatuagens específicas.

De acordo com o inquérito policial, as ações do suspeito seguiam um padrão sistemático e planejado para atrair novas vítimas. O homem utilizava diversas plataformas de namoro virtual para estabelecer os contatos, conquistar a confiança das mulheres e agendar os encontros. Os vídeos capturados em segredo serviam de isca para atrair novos assinantes e gerar lucros recorrentes nas contas controladas pelo casal na internet.

A companheira do suspeito exercia um papel fundamental na engrenagem financeira do esquema ilícito. A polícia identificou que parte expressiva dos valores obtidos com as assinaturas e vendas dos materiais era direcionada para a conta bancária pessoal dela. Em depoimento formal prestado à PCDF, ela confirmou que ambos gerenciavam os perfis nas plataformas de conteúdo adulto e compartilhavam os mesmos canais bancários para o recebimento do dinheiro.

Durante a execução dos mandados judiciais, os agentes apreenderam telefones celulares, mídias digitais e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia técnica especializada. O histórico do preso revelou que o caso atual não representa uma infração isolada, visto que ele já foi investigado anteriormente por condutas semelhantes e possui uma condenação definitiva na Justiça pelo mesmo delito. Por ordem judicial, as contas utilizadas para a veiculação do material proibido foram imediatamente suspensas.

O material recolhido será analisado minuciosamente com o objetivo de mapear e identificar outras possíveis vítimas do esquema de pornografia de revanche. A Polícia Civil reforça que divulgar, compartilhar ou comercializar fotos e vídeos íntimos sem a devida autorização da vítima configura crime previsto no artigo 218-C do Código Penal. Os investigados podem responder por crimes contra a dignidade sexual e associação criminosa, dependendo do andamento das apurações.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.