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Pesquisa Quaest

Inteligência artificial não substitui bom senso

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@donairene13 - Foto Francisco Filipino

Segundo pesquisa Quaest, 73% dos brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial nas campanhas dos candidatos. É um número que deveria servir de alerta para quem está disputando as eleições. A tecnologia pode até ser útil em algumas situações, mas o uso exagerado de IA na propaganda política acaba ficando artificial, brega e, muitas vezes, simplesmente feio.

Espero que os candidatos tenham isso em mente durante a campanha. Eleitor quer conhecer propostas, ideias e a personalidade real de quem pretende governar o país. Não precisa de vídeo mirabolante, montagem exagerada ou candidato transformado em personagem digital. Quando tudo vira inteligência artificial, a comunicação perde espontaneidade e passa a parecer uma tentativa forçada de chamar atenção.

Recentemente, Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais uma caricatura de si mesmo feita com inteligência artificial. Na imagem, aparece de sunga e sem camisa. O resultado é ridículo e patético. Independentemente de preferência política, o eleitor merece uma campanha com algum conteúdo, seriedade e bom senso. Se 73% já dizem que não gostam desse tipo de recurso, talvez seja uma boa hora para os candidatos entenderem que nem tudo o que a inteligência artificial permite fazer precisa ser publicado.

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