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Sol Nascente/Pôr do Sol

Investimento de 600 mi dá cara de cidade a antiga favela do DF

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Ian Ferraz e Victor Fuzeira/Via Agência Brasília Foto Renato Alves

Desde que virou uma região administrativa em agosto de 2019, o Sol Nascente/Pôr do Sol tem se transformado, de fato, em uma cidade. Para tanto, o GDF investe cerca de R$ 600 milhões em obras de infraestrutura e equipamentos públicos para desenvolver e acompanhar o ritmo de crescimento da cidade, que reúne mais de 95 mil pessoas.

Se no ano 2000 a região tinha pouco mais de 7 mil moradores, em dez anos esse número chegou a 75 mil pessoas, e atualmente a população é de quase uma centena de milhares de pessoas, o que coloca a região administrativa na prateleira das mais populosas do Distrito Federal. E se lá atrás os investimentos não acompanharam esse crescimento populacional desordenado, hoje esse caminho tem tomado um rumo diferente com muitas obras e entregas.

“Quando fundamos a região administrativa sabíamos o que enfrentaríamos. Agora, estamos implementando o que há de melhor nessa cidade”, afirma o governador Ibaneis Rocha, ciente dos desafios de uma das maiores cidades do DF.

Dos R$ 600 milhões de investimento, R$ 282 milhões se destinam às obras de infraestrutura nos três trechos (I, II e III), sendo R$ 156 milhões já aplicados. O restante se distribui em serviços de saneamento básico, duas creches já entregues, um conselho tutelar em funcionamento, uma rodoviária em fase final de obra, uma unidade da Casa da Mulher Brasileira a ser construída e o segundo restaurante comunitário da cidade, já inaugurado.

O equipamento na área social é considerado, inclusive, um dos mais importantes, pois tem capacidade para vender até 3,6 mil refeições diárias, de domingo a domingo, por apenas R$ 2 o café da manhã, almoço e jantar. E vem mais por aí. Há previsão de a cidade ganhar uma feira, grupamento do Corpo de Bombeiros Militar, delegacia, uma sede para a administração regional, entre outros equipamentos públicos.

“É a demanda surgindo permanentemente em velocidade rápida e o governo correndo atrás para atender o menor tempo possível. Essa é a realidade que nós vivemos nas grandes cidades brasileiras”, lembra o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo.

“Nosso trabalho é desmistificar a ideia de que Sol Nascente/Pôr do Sol é a maior favela do Brasil. Esse é o objetivo número um, por isso o governador Ibaneis criou a região administrativa, para fazer toda a infraestrutura e a colocação dos equipamentos públicos e dar condições às pessoas terem uma cidade completa”, acrescentou o secretário. O gestor ainda lembrou que o Sol Nascente/Pôr do Sol nasceu e cresceu fruto da ocupação desordenada de milhares de famílias do DF e do Entorno que buscavam um lugar para morar em uma região já consolidada da capital.

Benefícios
Todo esse trabalho é para trazer benefícios reais aos moradores. A drenagem é para uma melhor captação das águas pluviais, controlando todo o fluxo que chega às bacias de contenção ou o que vai desaguar nos córregos do Rio Melchior. Em outra frente, ela reduz os riscos com alagamentos, enchentes e processos erosivos.

A pavimentação, os meios-fios e as calçadas atacam o problema da mobilidade urbana, e permitem, assim, a circulação das pessoas e o acesso de serviços como a coleta de lixo, o transporte público, os Correios, a segurança pública e saúde.

“Uma das consequências da ocupação irregular, caso do Sol Nascente, é, justamente, a falta de infraestrutura urbana. Estamos trabalhando incansavelmente para levar qualidade de vida a moradores e comerciantes dessa região. Desde a retomada das obras, em junho de 2021, já investimos mais de R$ 152 milhões e seguimos avançando. Já executamos mais de 50% das redes de drenagem previstas em contrato. São essas redes que vão resolver de forma definitiva os tradicionais problemas causados pela chuva. Seguiremos com as obras mesmo no período chuvoso. Os recursos estão garantidos e todos os serviços previstos em contrato serão executados”, detalha o secretário de Obras, Luciano Carvalho.

Reconhecimento
O Trecho II teve 100% dos serviços executados e contou com investimento de R$ 68 milhões. Agora, o GDF se dedica aos trabalhos de pavimentação asfáltica, drenagem, instalação de meios-fios, construção de calçadas, sinalização horizontal e vertical e bacias de detenção nos trechos I e III, sendo este o maior e mais complexo, dividido em três diferentes lotes.

Quem reside no Trecho III acompanha de perto o trabalho do governo para concluir as diversas obras de infraestrutura. É o caso de Ângela Prado, de 37 anos, sendo 15 deles vivido no Trecho III. “Estamos muito felizes. O Sol Nascente foi onde criei meus filhos, onde estabeleci meu comércio. É um sonho concretizado”, avalia. “Antigamente, sofríamos muito com a poeira e, quando chovia, a água vinha toda para cá, trazendo lama e lixo. Agora, com essa obra, será muito bom, vai melhorar muito”, avalia.

Os elogios encontram eco em outros moradores de longa data do setor. “Estou aqui há 17 anos, lutando por essas melhorias. Agora, esse investimento é tudo o que precisávamos. Esse cuidado é de extrema importância”, afirma Otacílio Lopes da Silva, 71 anos. “Ficamos orgulhosos de morar na cidade desde o início e poder testemunhar de perto as melhorias realizadas pelo governo aqui”, complementa o comerciante Fábio José da Silva, 43 anos.

Acompanhe, a seguir, área por área, o que já foi feito e o que vai ser entregue na cidade:

⇒ Infraestrutura
No Trecho I, a construção da ponte de ligação ao Trecho II está na reta final. A previsão é de que a liberação para o trânsito de veículos ocorra em dezembro. Também segue em andamento serviços de terraplanagem, pavimentação em piso intertravado e assentamento de meios fios nas ruas da chácara 34, a construção do dissipador da lagoa de detenção 2, além de execução de rede de drenagem na chácara 51. Já o Trecho III tem obras de escavação de rampa de lagoa, execução de redes de drenagem, pavimentação asfáltica e bacias de contenção sendo feitas.

⇒ Desenvolvimento social
O Sol Nascente já contava com um restaurante comunitário na QNR 1, Área Especial 2, e ganhou mais um, na Quadra 105 do Trecho II. A nova unidade tem 1.380 m², refeitório, depósito de alimentos, banheiros, bilheteria, caldeira, reservatório de água e casa de gás.

⇒ Educação
O governo entregou a primeira creche na área do Pôr do Sol, o Cepi Jandaia, com capacidade para 188 alunos, e a primeira na área do Sol Nascente, o Cepi Sarah Kubitschek, com o mesmo número de atendimentos. Além disso, abriu as portas da Escola Classe JK, para 900 alunos.

⇒ Mobilidade
A mobilidade será ampliada com a rodoviária, em construção na Quadra 105, no Trecho II, e que vai atender cerca de 20 mil pessoas. O terminal terá seis baias para embarque, 10 pontos de estocagem, 14 vagas de estacionamento para carros e 11 para motos, paraciclos com 24 vagas, três salas para apoio administrativo, além de lanchonete e banheiros com acessibilidade. O GDF também construiu dezenas de abrigos de ônibus e implantou 10 novas linhas de ônibus.

⇒ Moradia
A cidade também é atendida com o programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). Já foram entregues 448 unidades habitacionais, o que representa moradia para mais de 1,7 mil pessoas. Os apartamentos se dividem entre os empreendimentos Parque do Sol e Residencial Horizonte. Em outra frente, o GDF atua em melhorias habitacionais voltadas para famílias de baixa renda em áreas de interesse social. Na cidade, 11 casas foram reformadas.

⇒ Saúde
Na pandemia, o GDF inaugurou um hospital de campanha ao lado da primeira UPA de Ceilândia. Ele se transformou no Hospital Cidade do Sol e atende a região.

⇒ Saneamento básico
Em janeiro deste ano, a Caesb finalizou mais uma etapa da implantação do sistema sanitário da cidade: a Estação Elevatória de Esgotos, que atende cerca de 17 mil moradores nesta fase. A companhia estima que o atendimento à região administrativa com redes coletoras de esgotos esteja em torno de 90%.

⇒ Iluminação pública
Na iluminação pública, a CEB instalou substituiu mais de 1,2 mil luminárias por LED e instalou 239 luminárias, totalizando um investimento de R$ 1,7 milhão na eficiência energética e na expansão da rede.

⇒ Limpeza urbana
A cidade conta com coleta convencional porta a porta, de segunda a sábado, nas ruas em que há acesso para os caminhões compactadores. Onde não é possível o acesso, a população pode usar um dos 57 papa-lixos em operação na região. O serviço de varrição manual é realizado na região de segunda a sábado e há duas unidades de papa-entulhos para atender a cidade, localizadas na QNP 28 e na QNN 29 em Ceilândia.

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