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Irã nega acordo provisório e adverte americanos para consequências de ataque

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Antônio Albuquerque , Edição- Foto Reprodução/Sputniknews

O Irã considerará até mesmo um “ataque limitado” dos Estados Unidos como um ato de agressão, disse nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei.

“Um ato de agressão continuará sendo um ato de agressão”, disse Baghaei em uma coletiva de imprensa, respondendo a uma pergunta sobre um possível “ataque limitado” por parte dos Estados Unidos.

O Irã está elaborando um texto sobre um possível acordo com os Estados Unidos, afirmou Esmail Baghaei, rejeitando as alegações sobre a possibilidade de se concluir um acordo provisório. “Estamos atualmente na fase de formulação de nossas posições”, disse.

Baghaei descartou várias notícias sobre as negociações entre Irã e EUA como especulação, afirmando que as alegações de um acordo temporário com Washington “carecem de qualquer base factual”. Ele acrescentou que o Irã está atualmente formulando sua abordagem e espera realizar uma nova rodada de negociações com os EUA nos próximos dias.

“Qualquer processo de negociação exige ação conjunta, e há esperança de resultados se houver boa vontade e seriedade de ambos os lados”, pontuou Baghaei.

A segunda rodada de negociações entre o Irã e os EUA sobre o programa nuclear de Teerã ocorreu em 17 de fevereiro em Genebra, com a mediação de Omã. Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma “enorme armada” estava a caminho do Irã e expressou a esperança de que o Irã concordasse em negociar um acordo “justo e equitativo” que implicasse a completa abolição das armas nucleares.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, enfatizou em 8 de fevereiro que a República Islâmica insistia em seu direito de enriquecer urânio, mesmo que isso levasse à guerra.

A próxima rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã será realizada em Genebra, no dia 26 de fevereiro, afirmou no domingo o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, cujo país atua como mediador nas negociações.

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