'Alvos legítimos'
Irã reage às ameaças de Trump e promete incendiar Oriente Médio
Publicado
em
Israel e as instalações americanas no Oriente Médio se tornarão alvos legítimos para o Irã em caso de agressão armada, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, neste domingo, 11, em meio a relatos de um possível ataque dos Estados Unidos ao Irã.
O jornal The New York Times noticiou, citando fontes oficiais, que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre possíveis opções de ataque contra o Irã em meio aos protestos na República Islâmica. Segundo relatos, Trump está considerando seriamente aprovar ataques.
“Em caso de ataque ao Irã, tanto os territórios ocupados [Israel] quanto todos os centros, bases e navios militares dos EUA na região serão nossos alvos legítimos”, disse Ghalibaf, segundo a agência de notícias estatal Irna.
Levando em consideração a admissão de Trump sobre sua intenção de lançar um ataque militar contra Teerã, o Irã “não se considerará limitado em seus meios de responder à ação tomada [contra ele] no âmbito da legítima defesa”, disse Ghalibaf.
No sábado, Reza Pahlavi, filho do Xá do Irã, deposto em 1979, publicou outro vídeo no X convocando o povo iraniano a uma greve geral e sugerindo que os manifestantes se preparassem para ocupar ruas e instalações de importância estratégica.
Protestos eclodiram no Irã no final de dezembro de 2025, em meio a preocupações com a crescente inflação desencadeada pela desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Os manifestantes reclamavam da volatilidade da taxa de câmbio, que elevava os preços no atacado e no varejo. O governador do Banco Central do Irã, Mohammad-Reza Farzin, renunciou e foi substituído por Abdolnaser Hemmati.
Os protestos se intensificaram desde quinta-feira, após o apelo de Pahlavi. Vídeos nas redes sociais mostraram manifestações em larga escala e por toda parte. Nesse mesmo dia, a internet no Irã ficou fora do ar. Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia. Os manifestantes gritavam slogans criticando o governo. Houve relatos de vítimas entre as forças de segurança e os manifestantes.
