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Fé não combina com ódio

Jesus ensinou a amar, não a julgar

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@donairene13 - Foto Divulgação

Como evangélica, me espanta e entristece ver pastores se colocando na posição de julgadores da sociedade. A boa nova, o evangelho que aprendi a amar, é anúncio de amor, perdão e misericórdia. Não é tribunal. Não é palco para sentenças cruéis. O julgamento pertence a Deus, não aos homens, muito menos aos que se dizem porta-vozes da Palavra.

Jesus nunca ensinou seus discípulos a amaldiçoar quem pensa diferente. Ao contrário: ensinou a amar os inimigos, a orar pelos que perseguem, a oferecer a outra face. Convém lembrar o que Ele próprio disse: “Com a mesma medida que julgardes, também sereis julgados.” Essa advertência não é retórica; é um chamado à humildade.

A igreja deveria ser lugar de acolhimento, não de condenação. De escuta, não de ataque. De respeito às pessoas e às suas escolhas, ainda que não coincidam com as nossas convicções. Quando líderes religiosos desejam doença e sofrimento a outros, distorcem o coração do evangelho e afastam pessoas daquilo que deveria ser fonte de esperança.

Não se trata de concordar com um samba-enredo, com um presidente ou com uma escola de samba. Trata-se de lembrar que fé não combina com ódio. Que o púlpito não pode se transformar em palanque de ressentimento. E que quem anuncia Cristo precisa, antes de tudo, refletir o Cristo que acolhe, perdoa e ama.

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