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Projeto 2027/30

Justiça e Cidadania traça a pauta para o futuro da capital

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Autor/Imagem:
Pimenta Filho - Foto Divulgação

O Movimento Justiça e Cidadania pretende colocar o debate sobre o futuro econômico do Distrito Federal no centro das discussões em um momento em que a sucessão ao Palácio do Buriti já domina os bastidores políticos. A proposta é reunir empresários, juristas, representantes do poder público e lideranças da sociedade civil para discutir uma agenda de desenvolvimento capaz de orientar os próximos quatro anos da capital.

O encontro que dará largada a esses temas realizado nesta quinta-feira (6), a partir das 19h, na Grande Loja Maçônica do Distrito Federal – Tenda de Eventos, na 909 Norte. O eixo central é a construção da Agenda DF 2027–2030, documento voltado à melhoria do ambiente de negócios, ao fortalecimento da competitividade e à geração de emprego e renda.

Segundo um dos coordenadores do movimento, o advogado Cícero Matos, a iniciativa busca retirar o debate sobre desenvolvimento econômico do campo das promessas eleitorais e transformá-lo em uma agenda permanente de Estado. A mesma opinião é compartilhada por Adjanio Costa, dirigente do Justiça e Cidadania e recém empossa na presidência do Instituto BRB.

“O Distrito Federal vive um momento decisivo. Mais do que discutir nomes ou projetos políticos, entendemos que é fundamental construir uma visão compartilhada sobre o ambiente de negócios que desejamos para os próximos anos. Queremos aproximar empresários, gestores públicos e lideranças institucionais para pensar soluções concretas que tornem Brasília mais competitiva, inovadora e preparada para atrair investimentos”, afirmou Cícero Matos, em entrevista à Notibras.

Na avaliação do advogado, o crescimento sustentável do Distrito Federal passa necessariamente pela redução da burocracia, modernização da administração pública, segurança jurídica e fortalecimento da inovação.

“Quem empreende precisa encontrar um ambiente favorável para investir, gerar empregos e desenvolver novos negócios. Isso depende de serviços públicos eficientes, processos administrativos mais simples, incentivos ao empreendedorismo e de uma relação cada vez mais colaborativa entre governo, iniciativa privada e terceiro setor”, destacou.

Adjanio Costa afirma, por sua vez, que a discussão ocorre em um cenário político particularmente oportuno. Com as eleições distritais em curso e as principais forças partidárias já tendo apresentado seus candidatos ao Governo do Distrito Federal, cresce também a expectativa da sociedade em torno das propostas econômicas que deverão orientar a próxima gestão.

Nesse contexto, observa Adjanio, o Movimento Justiça e Cidadania pretende contribuir para que temas estruturantes ganhem protagonismo durante o processo eleitoral, levando aos futuros governantes um conjunto de propostas elaborado a partir do diálogo entre diferentes segmentos da sociedade.

Entre os assuntos previstos para debate estão a digitalização dos serviços públicos, simplificação dos processos administrativos, segurança jurídica para investidores, ampliação dos incentivos à inovação, fortalecimento das compras governamentais junto às empresas locais, desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e ampliação das parcerias entre governo, iniciativa privada e organizações da sociedade civil.

Para Cícero Matos, o objetivo é construir uma agenda capaz de ultrapassar mandatos e servir como referência para qualquer governo eleito.

“Mais do que identificar problemas, queremos apontar caminhos. O Distrito Federal reúne características únicas no país, possui uma economia diversificada e enorme potencial de crescimento. Nosso desafio é transformar esse potencial em oportunidades concretas para empresas, trabalhadores e toda a população”, ressaltou.

A expectativa dos organizadores é reunir representantes dos setores produtivo, jurídico e político, além de lideranças empresariais e comunitárias, em um ambiente voltado ao diálogo institucional e à formulação de propostas.

Ao final, a intenção do Movimento Justiça e Cidadania é consolidar a Agenda DF 2027–2030 como um documento de referência para os próximos anos, reforçando a ideia de que o desenvolvimento econômico da capital depende da construção de consensos e da cooperação entre o poder público e a sociedade, independentemente do resultado das urnas.

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