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A força de Lula

Liderança do presidente esvazia a oposição

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@donairene13 - Divulgação

O silêncio que antecede a tempestade pode assustar quem não está acostumado. Mas quem aprendeu a observar o clima sabe reconhecer os sinais e começa a se preparar para o que virá. Na política também é assim. De repente, o Centrão em peso começa a se aproximar de Lula e até quem poderia disputar espaço com ele passa a dizer que Flávio Bolsonaro tem “zero chance” de ser eleito.

Sem muito estardalhaço, peças importantes do jogo político vão se movimentando na mesma direção. Não é preciso acreditar que essas lideranças tenham se tornado lulistas da noite para o dia. Política também é cálculo, sobrevivência e leitura de cenário. Quando tantos políticos experientes começam a procurar o mesmo abrigo, vale observar o céu. Eles precisam de palanques fortes, alianças competitivas e alguém que possa ajudá-los a vencer suas próprias eleições.

Talvez muitos deles estejam enxergando uma tempestade que ainda não caiu. E talvez tenham concluído que, quando ela chegar, Flávio ficará encharcado, enquanto Lula concentrará apoios importantes ao seu redor. O Centrão não costuma se mover por afeto ou fidelidade ideológica. Move-se, principalmente, pela percepção de poder. E quando tanta gente muda de lado quase ao mesmo tempo, o movimento pode dizer muito mais sobre o cenário eleitoral do que qualquer discurso público.

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