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7 de setembro

Lula dá recado firme a potências estrangeiras

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@donairene13 - Divulgação

Na véspera do 7 de setembro, Lula fez um pronunciamento claramente político. Falou de independência, mas trouxe o tema para o presente ao defender soberania, democracia e controle brasileiro sobre suas riquezas. Citou petróleo, água doce, minerais críticos e terras raras para afirmar que esses recursos precisam gerar desenvolvimento, tecnologia e empregos aqui. A mensagem foi direta: o Brasil não pode voltar a agir como colônia nem aceitar que interesses estrangeiros determinem o seu futuro.

Lula também tentou dar um sentido social à palavra independência. Para ele, não basta um país ser livre no mapa se o seu povo continua sem condições de escolher a própria vida. Por isso, falou em emprego, educação, saúde pública, combate à fome, redução das desigualdades e mais tempo para a família. É uma forma de disputar o próprio significado do patriotismo: menos culto a símbolos vazios e mais defesa concreta das condições de vida da população.

O trecho mais forte, porém, veio quando o presidente afirmou que nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem o Brasil pode comprar ou para quem pode vender. Não foi preciso citar nomes. O recado político estava dado. Em um momento de tensão com potências estrangeiras, Lula usou o 7 de setembro para dizer que soberania não combina com submissão. E talvez esse seja o principal ponto do discurso: tentar recolocar o patriotismo no campo da defesa dos interesses nacionais, e não da reverência a líderes de outros países.

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