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Bateu, levou

Lula manda cancelar credencial de agente de Trump que atuava na PF

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Antônio Albuquerque - Foto de Arquivo

Brasília deu um recado alto e em bom som nesta quarta-feira, 22, ao presidente Donald Trump: decisões tomadas em Washington não passam sem resposta automática no Planalto Central. O que seria uma questão meramente policial, passou a ser vista como suposta crise diplomática.

Em entrevista à Globonews, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou ter revogado as credenciais de um agente dos Estados Unidos que atuava dentro da corporação, na capital federal. A medida foi uma resposta direta, calculada e baseada no princípio clássico da reciprocidade entre Estados.

“Retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou Rodrigues, deixando claro que o gesto, embora protocolar, carrega peso político.

Nos bastidores, a decisão teve origem no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a reação após o governo de Donald Trump afastar um delegado brasileiro que atuava em território americano, em um movimento que atingiu diretamente a cooperação bilateral na área de segurança.

O pano de fundo é ainda mais sensível, uma vez que envolve um delegado brasileiro que participou das investigações que levaram à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Ao agir rapidamente, Brasília sinaliza que cooperação internacional não significa subordinação. Na prática, o governo brasileiro mostra que canais diplomáticos e policiais seguem ativos, mas em bases de igualdade. Sem alarde ou hesitação, o recado foi entregue. Na tradução literal, significa que respeito é via de mão dupla.

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