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Pequenas joias suspensas

Madrugada de cristais

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Na madrugada, a chuva bordava o terreiro,
gotas cristalizadas pendiam das ramas,
como pequenas joias suspensas no tempo,
refletindo segredos na luz da rua.

Ao longe, um rádio insistia em cantar,
melodia triste que falava de ti.
Cada nota era punhal e lembrança,
cada acorde, um eco de saudade.

Olhei o céu como quem busca resposta,
e pensei: “onde estiver, que pense em mim.”
Então o firmamento pareceu ouvir,
meus olhos se tornaram rios,
lágrimas se confundiram com a chuva,
molhando folhas e memórias.

Fechei a janela da alma,
mas dentro dela as lembranças despertaram.
Vasculhei cada canto da essência,
descobri que não és passado,
és presente que pulsa,
és futuro que se insinua incerto,
mas sempre vivo em mim.

Assim, a madrugada se fez espelho,
mostrando que o amor não se apaga,
ele permanece como estrela constante,
mesmo quando a chuva insiste em cair.

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