Curta nossa página


Invisível

Manoel de Barros e a poética do não-ser

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Foto Divulgação

Certa vez, pediram ao poeta Manoel de Barros uma definição do que é a poesia.

O poeta assim respondeu:

“Poesia pode ser que seja fazer outro mundo”.

Nessa resposta, a palavra mais importante é o verbo “fazer”. Inclusive, a palavra “poesia” vem de um verbo grego cujo sentido é exatamente “fazer, produzir”.

A poesia produz também percepções, pensares e sentidos outros que subvertem o “mesmal do mundo acostumado”.

Manoel diz que o poeta produz versos porque, antes de escrever, “o poeta se empoema”.

“Empoemar-se” é um sentir que pensa, tornando-se potência criativa que nasce de uma intensificação da vida.

A vida nos “empoema” quando ela mesma escreve sua poesia em nós.

…………………………

O Olhar para o Ínfimo

·   O desimportante: O poeta valorizava pedras, insetos, plantas, rios, o chão e o lixo em vez do grandioso.

·   A infância do olhar: Sua escrita resgata a inocência e a pureza de ver o mundo sem as amarras da utilidade adulta.

·   O Pantanal: A natureza pantaneira e a vida na roça serviram de base viva para a construção de seus versos.

A Invenção da Linguagem

· Brincadeira com as palavras: O autor recriou a sintaxe e reinventou a gramática com humor e delicadeza.

· Elogio da inutilidade: Ele afirmava se importar com as coisas sem função prática, mostrando que o insignificante é fundamental.

Para nova pesquisa:

-“A Poética do Imperceptível”, em:

https://marciamensagem.blogspot.com/2024/09/citacoes-manoel-de-barros.html#google_vignette

Gilberto Motta é escritor, jornalista e pesquisador. Vive na vila da Guarda do Embaú, litoral Sul de SC.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.