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Além da carne

Mantra da Eternidade

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Eu não sou a forma que se desfaz,
nem o pensamento que se dispersa como poeira.
Eu não sou o eco das emoções,
nem o reflexo fugaz das posses.
Eu sou o sopro que atravessa mundos,
a centelha que permanece quando tudo se cala.

Eu não sou o que se prende ao tempo,
nem o que se mede em conquistas.
Eu sou a rosa invisível que floresce no silêncio,
sou o jardim secreto regado pela essência do ser.

Eu sou a gratidão que se eleva como incenso,
sou o cântico que se oferece ao infinito,
sou o gesto que ilumina os caminhos ocultos,
sou a ponte entre promessa e eternidade.

Eu sou rios que nunca cruzei,
mares que nunca naveguei,
sou o vento que acaricia criaturas,
sou o pulsar da vida em todas as formas.

Eu não sou os nomes que me chamam,
nem os laços que me definem.
Eu sou a luz que não se apaga,
sou a estrela que me contempla,
sou o fogo que arde sem consumir.

Eu sou o que permanece além da carne,
sou o que canta sem voz,
sou o que vive além do tempo,
sou o que se expande sem fronteiras.

Eu sou e eu não sou,
sou o vazio que se torna plenitude,
sou o silêncio que se revela em música,
sou o mistério que se reconhece em si mesmo.

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