Curta nossa página


Reação idiotizada

Maus perdedores do futebol não têm respeito como os da política

Publicado

Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

O último tango argentino na Copa do Mundo de 2026 não poderia ter sido em outro local. Atual berço da soberba, da deselegância, da grosseria, da prepotência, da arrogância e do desrespeito ao próximo, os Estados Unidos de Donald Trump têm tudo a ver com a Argentina do mequetrefe Javier Milei. Como nesse time de preconceituosos e convencidos sempre cabe mais um, por que não incluir o Brasil da família Bolsonaro e dos patriotas que só sabem ganhar e quando perdem viram de costas para o adversário?

Quem assistiu o jogo in loco ou pela TV pode conferir o mau caratismo e a má educação da seleção de Lionel Scaloni e de Lionel Messi. Durante a cerimônia de premiação aos campeões mundiais, em vez de, respeitosamente, assistir à entrega da taça e das medalhas aos vencedores, os jogadores e comissão técnica da Argentina se viraram para supostamente interagir com sua torcida. Esfarrapada e típica de perdedores, a desculpa não foi aceita pela comunidade internacional e acabou duramente criticada pela imprensa europeia.

Antidesportiva, vil, torpe e típica daqueles que só pensam no próprio umbigo, a idiotizada ação dos portenhos, incluindo o “queridinho” Messi, se transformou em uma colossal falta de respeito com a equipe da Espanha, vencedora com todos os méritos da partida de encerramento da 23ª. Copa do Mundo. A melhor reação dos jornais espanhóis sintetizou o que pensa boa parte do restante do planeta a respeito do gesto dos maus perdedores: “Vergonhosa, uma das coisas mais desprezíveis já vistas na história do Mundial”.

Provavelmente o comportamento da companhia de Lionel Messi agradou a Donald Trump e Gianni Infantino, anfitriões da festa que os insolentes, petulantes, racistas e bizarros argentinos tentaram boicotar. Não conseguiram e certamente se juntaram a milhões de outros compatriotas ou simpatizantes do ódio que, em Buenos Aires, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Washington não conseguem se imaginar derrotados. Prostrados, subjugados e despeitados, Messi e sua trupe não perderam apenas o jogo.

Depois da mesquinha e tacanha atitude, a Seleção da Argentina também perdeu a honra e o respeito do mundo esportivo. Nada de anormal em se tratando de perdedores: eles normalmente criticam ou reagem aos campeões. Vale registrar que no jogo decisivo, a Argentina já entrou em campo acuada. É sempre assim. Para os fracassados, não existe a palavra vitória, porque são derrotados antes mesmo de lutar. Tudo indica que o roteiro desse domingo estava traçado desde a duríssima vitória contra a Inglaterra por 2 a 1.

Afinal, enfrentar a Espanha só com Messi era tarefa das mais complicadas. O mundo inteiro viu o passeio dos espanhóis em campo. Foi a prova definitiva que os vencedores têm metas, enquanto os perdedores se apegam às desculpas. Por analogia com a política brasileira, vimos isso nas eleições de 2022. O que perdeu fez de tudo para desqualificar o adversário, tentou o golpe, virou de costas para o vencedor, não lhe entregou a faixa e até hoje convive com a sombria tese de roubo eleitoral. A pergunta que fiz à época ao candidato golpista é a mesma que faço aos mal-educados argentinos: E se fosse com vocês?

…….

Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.