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UE

Mercado fechado para a carne pode matar nossa pecuária

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Autor/Imagem:
Bartô Granja, Edição - Foto de Arquivo

A decisão da UE de suspender as importações de carne do Brasil está gerando preocupação no Mercosul, dada a possibilidade de que as medidas tenham sido adotadas “sem justificativa”, disseram especialistas à Sputnik. As exigências rigorosas do bloco também podem tornar os mercados asiáticos cada vez mais atraentes.

Na quinta-feira (3), a União Europeia (UE) implementou a suspensão das importações de carne bovina, aves, peixes, ovos e mel do Brasil, em meio a suspeitas de “uso intensivo” de antibióticos na pecuária.

O bloco europeu já havia apontado o Brasil como alvo em maio e decidiu impor a sanção, considerando que Brasília ainda não demonstrou suficientemente que não está violando as normas sanitárias.

A medida europeia foi recebida com “profunda preocupação” pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que afirma já ter apresentado a documentação necessária para comprovar o cumprimento das normas. O Brasil, em comunicado, lembrou que em maio o governo sul-americano expressou sua “indignação” a Bruxelas pelo fato de a UE ter implementado a medida sem diálogo prévio com Brasília.

Essa preocupação vai além do governo brasileiro e abrange todo o bloco Mercosul, que ainda está nos estágios iniciais de implementação do acordo comercial assinado com a UE em janeiro de 2026, após mais de duas décadas de negociações. Após uma reunião informal dos ministros de Relações Exteriores do bloco, realizada na quarta-feira (2), em Montevidéu, o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, confirmou as preocupações de todos os membros.

“Do nosso ponto de vista, o acordo Mercosul-UE deve ser um mecanismo para abrir portas, e não para abri-las e fechá-las dependendo de certos aspectos. Principalmente por parte da Europa, porque não é o que acontece conosco“, declarou Lubetkin ao ser questionado pela imprensa.

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