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Dengue

Mesmo com fumacê, cresce venda de inseticidas contra mosquitos

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Autor/Imagem:
Sonja Tavares - Foto de Arquivo/Joédson Alves - ABr

Apesar do uso constante do ‘fumacê’, as temperaturas cada vez mais elevadas do verão brasileiro e a consequente proliferação de insetos, como a que se vê hoje do mosquito transmissor da dengue, têm contribuído para o avanço no consumo das categorias de repelente e inseticidas nos últimos anos. Novo estudo da Kantar, empresa de consultoria, mostra avanço na penetração da categoria nos lares e crescimento de venda no atacarejo.

O levantamento mostra que em 2023 as categorias de repelentes e inseticidas nos lares brasileiros cresceram 15 pontos percentuais (p.p.) e 2,5 p.p. respectivamente em relação a 2022. Já o aumento do volume de repelente consumido foi da ordem de 27%. A maior concentração desse consumo é na classe AB, representando 27% da população e 34% das unidades compradas. A região da Grande Rio de Janeiro é responsável por 12% dos repelentes adquiridos nacionalmente.

Já as unidades de inseticidas compradas em 2023 atingiram o maior número em 5 anos, chegando a 131,8 milhões de unidades, 11% a mais do que em 2018. A maior concentração do consumo fica nas regiões Norte e Nordeste, que representam 34% do total comprado. A penetração da categoria de inseticidas chega a 77% da população, o que representa mais de 45 milhões de lares brasileiros.

Os atacarejos são o canal de venda que mais ganha espaço na venda das categorias. Representavam 6,8% do share de vendas de repelentes e 16,8% de inseticidas em 2020 e em 2023 foram responsáveis por 13,2% e 23,9% da comercialização dos produtos, respectivamente.

No último verão o consumo em unidades de repelentes já foi 9% maior versus o verão de 2020, enquanto inseticidas registraram crescimento de 48%. Com o fenômeno El Niño prometendo temperaturas acima da média neste verão e o recente salto dos casos de dengue no Brasil, a expectativa é de que esses mercados sigam crescendo.

Os dados acima são do estudo Brasil 40º da Kantar, que acompanha o comportamento de consumo dos brasileiros em bens de consumo massivo – alimentos, bebidas, artigos de limpeza do lar e itens de higiene e beleza pessoal, de maneira contínua. Foram contemplados 11.300 domicílios de todas as regiões e classes sociais do País, representando 60 milhões de lares.

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