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Batom na cueca

Michelle faz Flávio gemer de sentir dor, mas também fica com hematomas na imagem

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Autor/Imagem:
Arimathéia Martins - Foto de Arquivo

Com problemas até o último fio de cabelo, algo próximo da última barra de chocolate amargo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parece cada vez mais distante do Palácio do Planalto. Desprovido de propostas, ideias e inteligência política, ele e todos os seus pares sabem que a candidatura já fez água. Nas cordas, ele patina e se enrola nas respostas que não consegue dar às dezenas de perguntas que lhe fazem sobre o emaranhado de questões adversas em que se meteu, entre elas os recursos para investir em uma mansão de R$ 6 milhões que tomou emprestados no BRB.

Com chances quase zero de se eleger presidente da República e com o mandato de senador expirando em fevereiro de 2027, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro corre o risco de perder a imunidade parlamentar e ficar à disposição daqueles que querem vê-lo bem longe do espectro político nacional. Além de tentar se meter em uma seara para a qual não foi formalmente convidado e da qual só entende as vogais, o ex-quase futuro presidente se envolveu em um perrengue cujo desfecho é sempre negativo para qualquer homem.

A briguinha por espaço e poder com a madrasta Michelle Bolsonaro não é apenas mais um dos milhares casos de família. Visionária, esperta ou suicida política, a ex-primeira-dama chamou para si uma importância que ainda não tem e que, a nível nacional, dificilmente terá. Se a ideia era ela ser a candidata à Presidência da República, a bala explodiu antes de atingir o alvo e os estilhaços acabaram por atingi-la na medula. Todavia, impôs ao enteado 01 uma derrota que ele já sabia, mas não admitia.

Todos os indicadores revelam que, em outubro, o povo brasileiro mandará Flávio Bolsonaro de volta para casa. Gratuitamente ou de caso pensado, Michelle deve ter consciência de que, independentemente do resultado das eleições de outubro, ela terá de enfrentar a ira dos bolsonaristas, principalmente a dos quatro filhos do marido que um dia experimentou a condição de mito. Por enquanto, vale o que foi dito e mostrado por Michelle Bolsonaro. Desinformada ou não, está registrado nos jornais, sites, rádios e televisões tudo que ela disse a respeito do enteado presidenciável.

Do que está posto, o batom na cueca é que, ao contrário da afirmação de que sua ligação com Daniel Vorcaro se limitou aos recursos para o filme “Dark Horse”, Michelle jura de pés juntos que Flávio participou de festinhas promovidas pelo ex-dono do Banco Master. Verossímil até debaixo d’água, o vídeo do ex-governador Garotinho nos impede de mentir. Por enquanto, eu não acredito em nenhuma das palavras do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para quem a situação entre Michelle e Flávio está resolvida.

Para que lado, cara pálida? Não está e nunca estará resolvida. Outra mentira do dono do Partido das Lágrimas é que a campanha de 01 à Presidência segue normalmente. Para onde? Entre suas milhares de inverdades, a pior de Valdemar é afirmar que talvez Michelle desista da candidatura ao Senado Federal. Essa nem o mais doido dos doidos consegue levar a sério. Sem qualquer juízo de valor ou de merecimento, para azar ou desonra do clã, com ou sem a presidência do PL Mulher, Michelle é antecipadamente a dona de uma das duas vagas do DF para o Senado. Só não será se Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ignorá-la.

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