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Crítica política ou pecado?

Michelle transforma julgamento de ministro em guerra santa

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@donairene13 - Divulgação

Neste domingo, 6, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para manifestar apoio ao ministro André Mendonça, acusado de manter relações inadequadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça chegou ao Supremo Tribunal Federal por indicação de Jair Bolsonaro, mas, no texto publicado por Michelle, ela afirmou que o ministro teria sido escolhido pelo “Senhor”.

A declaração chama atenção porque mistura política, pretensões eleitorais e religião. Ao atribuir a escolha de um ministro do STF a uma decisão divina, Michelle transforma uma indicação política concreta, feita pelo então presidente da República, em uma espécie de missão religiosa. Isso ajuda a reforçar uma narrativa muito conhecida entre os apoiadores mais radicalizados do bolsonarismo.

Para esse público, Michelle acena diretamente ao apresentar aliados políticos como pessoas escolhidas por Deus e, portanto, acima de questionamentos comuns. É uma forma de transformar crítica política em confronto religioso e de mobilizar eleitores pela fé. A defesa de André Mendonça diz tanto sobre o ministro quanto sobre o projeto político que Michelle parece cada vez mais disposta a representar, sempre baseada no fanatismo religioso.

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