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Mulher

Moda muda para acompanhar as mudanças do corpo



O conceito de corpo perfeito muda bastante, ora seguindo o contexto político da época, ora o estilo das socialites. O portal Greatist levantou que a imagem do corpo perfeito ficou diferente 11 vezes nos últimos 100 anos, e assim deve seguir.

Assim como a moda varia, o corpo humano também pode aumentar ou diminuir suas curvas e alturas com o passar o tempo – uma consequência das adaptações no estilo de vida de cada geração. Com um padrão de corpo diferente, a população terá demandas diferentes, e as marcas precisam atualizar suas cofecções para atender seu público.

Antes Natalie Wood, agora Kim Kardashian. Na Inglaterra, a marca de lingerie Bluebella identificou, com base nas estatísticas do governo, que as medidas do corpo da mulher britânica mudaram, principalmente na cintura e nos seios. No final da década de 1950, suas cinturas tinham pouco mais de 71 cm. Hoje, a média é de 86 cm. A medida das roupas subiu de 40 para 44, e os sapatos de 34 para 38.

Em 1957 as mulheres tinham um corpo parecido ao da atriz Natalie Wood. Sessenta anos depois, elas se parecem mais a socialite Kim Kardashian.

As britânicas também cresceram. Em 1957 elas mediam 1,57 m. Hoje, o tamanho médio é de 1,65 m. A chefe executiva da Bluebella, Emily Bendel, avalia que as mulheres ficaram mais consciente de seu próprio corpo. O consumo de calorias subiu de 1.800 para 2.300, e as britânicas praticam atividade física pelo menos duas vezes por semana. O peso médio subiu 8 kg.

A pesquisa aponta também que, nos últimos 60 anos, o salário semanal foi de 10 libras (R$ 38,4) para 530 libras (R$ 2.035,20) e a expectativa de vida aumentou em 10 anos. Ganhando melhor e vivendo mais, as mulheres britânicas de 2017 também gastam mais com o guarda-roupa – neste gasto, houve um aumento de 30% sobre o salário.

Bendel disse ao The Mirror que “o corpo da mulher mudou e deixou de ser o que hoje seria considerado um corpo com seios pequenos e para ser um corpo com silhuete mais definida”. Na opinião da executiva, as marcas de lingerie tem como desafio produzir coleções que reflitam as mudanças no corpo.

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