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Luto no Judiciário

Morre Maurício Miranda, desembargador do TJDFT

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto de Arquivo

O Distrito Federal perdeu, na madrugada deste domingo (4), o desembargador Maurício Silva Miranda, de 60 anos, integrante do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O jurista faleceu em Goiânia, aos 60 anos. A causa da morte não foi divulgada oficialmente até o momento.

Uma carreira de casos emblemáticos

Antes de assumir a toga como desembargador em 2023, Maurício Miranda construiu um legado de mais de 30 anos no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Como promotor de Justiça, ele foi o rosto da acusação em crimes que chocaram o país e mudaram a jurisprudência local:

  • Caso Galdino (1997): Atuou na condenação dos jovens que atearam fogo no indígena Pataxó Galdino Jesus dos Santos.
  • Crime da 113 Sul (2009): Conduziu a acusação do triplo homicídio que vitimou o casal Villela e a funcionária Francisca Silva.
  • Caso Mário Eugênio (1984): Participou dos desdobramentos jurídicos sobre a execução do jornalista.
  • Caso João Cláudio Leal (2000): Atuou no julgamento do espancamento fatal do estudante em frente a uma boate na Asa Sul.

Repercussão e Homenagens

A morte do jurista gerou imediata comoção entre autoridades. O governador Ibaneis Rocha (MDB) lamentou a partida precoce: “Dedicou sua vida ao MP e mais recentemente ao TJDFT. Uma grande perda”, afirmou em nota.

Instituições como a OAB-DF e o MPDFT também emitiram comunicados de pesar, destacando a integridade e o compromisso de Miranda com a Justiça brasiliense.

Trajetória Acadêmica e Profissional

Natural de Brasília, Maurício Miranda possuía uma formação sólida e multidisciplinar:

Formação: Direito pela UnB e Economia pelo UDF.

Pós-graduação: Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB).

Início: Iniciou a carreira pública aos 21 anos no Ministério Público de Goiás (MPGO), ingressando no MPDFT em 1991.

Atuação Recente: No TJDFT, ocupava cadeira na 7ª Turma Cível e na 1ª Câmara Cível.

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