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Renascer

Morrer de amor

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e Foto

Acordei cedo e na esquina encontrei o Léo.

-Velho, tô morrendo de amor… -, logo ele foi dizendo meio desnorteado.

Ouvi. Pensei. E lembrei-me das tantas vezes que já morri de amor.

-Cara, pega leve. É só outra paixão.

-Paixão nada; é amor de morte.

Segui andando e pensando na frase de Léo:

“Amor de morte”.

Os amores marcam tatuagens existenciais desenhadas na pele d’alma. Deixam cicatrizes de dor e efêmeros prazeres.

É feito o canto de uma sabiá perdida do pequeno filho.

É como a mãe vendo o quarto do filho que se foi.

É fogo e potência que nos ilumina e nos apaga.

Ao longo do dia penso em Léo. E em mim mesmo.

Todos tão perdidos de amor perambulando por aí.

Então, saquei a desgastada frase de escárnio e certa esperança tantas vezes repetida na literatura dos livros e dos casos fatídicos de amor:

“Morrer de Amor é renascer todos os dias”

Pois, amigo Léo, morrer de amor é antigo, porém mais atual do que a gente pode imaginar.

“Morrer, renascer para morrer de novo”.

Ah1 esse tal de Amor…

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Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador que segue pela estrada, abraçado e enroscadinho com o Amor. Vive na Guarda do Embaú SC.

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