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Irã sob fogo

Morte de Khamenei pode gerar reações em massa

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Autor/Imagem:
Antônio Albuquerque - Foto Reprodução/Sputniknews

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um bombardeio realizado em ação conjunta entre forças americanas e israelenses. Segundo Trump, o aiatolá teria sido localizado por sistemas avançados de inteligência e rastreamento operados em cooperação com Israel.

Em publicação nas redes sociais, o presidente americano declarou que “não havia nada” que Khamenei pudesse fazer para escapar. Em tom enfático, classificou o líder iraniano como “uma das pessoas mais malignas da História” e afirmou que sua morte representaria justiça não apenas para o povo iraniano, mas também para cidadãos americanos e de outros países atingidos por ações atribuídas ao regime de Teerã ao longo das últimas décadas.

Khamenei comandava o Irã desde 1989, quando assumiu o posto de líder supremo após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Durante quase 40 anos, consolidou um sistema de poder baseado na autoridade religiosa e militar, com forte influência sobre as Forças Armadas, a Guarda Revolucionária e a política externa iraniana.

Sob sua liderança, o Irã ampliou seu programa nuclear, fortaleceu alianças regionais e apoiou grupos armados no Oriente Médio — fatores que alimentaram tensões constantes com Estados Unidos e Israel.

Até o momento, não há confirmação oficial por parte do governo iraniano sobre a morte de Khamenei. A eventual confirmação poderá desencadear uma crise de proporções imprevisíveis no Oriente Médio, com risco de retaliações diretas ou indiretas contra interesses americanos e israelenses.

Analistas internacionais avaliam que a sucessão no comando iraniano pode gerar instabilidade interna, já que o cargo de líder supremo concentra o poder político, militar e religioso do país. A Constituição iraniana prevê que a Assembleia dos Especialistas escolha o sucessor.

Caso confirmada, a morte do líder supremo representaria um divisor de águas na já tensa relação entre Washington, Tel Aviv e Teerã. A operação também marcaria um dos atos mais ousados da política externa americana nas últimas décadas, com potencial de ampliar o conflito regional para uma confrontação aberta entre potências.

O mundo aguarda posicionamentos oficiais de Teerã e das principais lideranças globais, incluindo Rússia e China, que mantêm relações estratégicas com o Irã.

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