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Casa e Decoração

Móveis diferentes e confortáveis para os nossos tempos

Foto/Divulgação
Marcelo Lima

Observar de perto os novos códigos de consumo, sinalizando para lojistas e fabricantes o comportamento dos consumidores em escala global. Eis, em resumo, o objetivo da Maison & Objet, a mais longeva feira francesa de design e decoração, que, em duas edições anuais, em janeiro e setembro, ocupa a totalidade de seu cenário habitual, o parque de exposições de Villepinte, norte de Paris.

Contabilizando, no mês passado, 3.112 marcas em exposição – das quais 647 estreantes – de setenta e dois países, sendo 1.238 franceses e 1.874 estrangeiros, a última edição foi particularmente positiva para a Itália. O país figurou em terceiro lugar em número de expositores, 195 no total, rivalizando com a França, com 1132, e a Alemanha, com 207. Em termos de visitantes, ficou atrás apenas da Bélgica: 4147 contra 2647 visitantes.

Resultado de um trabalho de elaborada curadoria, a cada mostra um tema central é explorado, franqueando aos ‘players’ do mercado – designers, fabricantes e lojistas – uma visão fresca do mercado global, nesta temporada, sintetizada em torno do conceito de ‘virtuoso’, entendido como o despertar de uma consciência ecológica individual que abre caminhos para uma casa mais verde e um cotidiano mais comprometido com o futuro do planeta.

Surge assim, um olhar mais cuidadoso para com a natureza. A produção local também é enfatizada, gerando móveis, luminárias e acessórios que reforçam o vínculo entre seus criadores e seus territórios, ampliando o patrimônio cultural global e, ao mesmo tempo, colaborando para a preservação dos recursos naturais.

Dentro desta perspectiva, de consciência ecológica ampliada, os patamares de criatividade parecem estar redefinidos. A criação se torna mais engajada, mais social e mais localizada, como bem comprovam os produtos em exibição nestas páginas. É o novo objeto, que ganha contornos inéditos para responder a uma busca pela ética em todos os níveis.

Podendo bem ser gerado em um contexto industrial, ainda que dialogando com técnicas artesanais de produção, muitas delas de origem milenar. Podendo tanto ser proveniente de um centro avançado de design, como Paris, Londres ou Milão, quanto de um pólo emergente, como São Paulo, ou Beirute, no Líbano. Não por acaso, país convidado para expor o trabalho de seus jovens designers nesta edição e com o qual o Brasil guarda uma visível intimidade.

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