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Ceilândia

Mulher é presa após dopar e torturar homem para roubar celular e tênis

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Reprodução

Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante após dopar, torturar e roubar um homem de 54 anos em Ceilândia, no Distrito Federal. O crime ocorreu após ambos consumirem bebidas em um bar na QNM 6, de onde seguiram para a residência da suspeita, Beatriz Elissandra Marques Carvalho. No local, a vítima foi submetida a uma emboscada violenta após ingerir cinco tipos de medicamentos sedativos misturados em uma garrafa de água.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, Beatriz agiu com extrema crueldade, chegando a gravar vídeos das agressões enquanto utilizava uma máscara. O delegado-adjunto Fernando Crisci explicou que a motivação foi patrimonial, visando a subtração de itens como o celular, a carteira e até os tênis da vítima. Durante a sessão de tortura, a agressora utilizou uma faca e manteve a liberdade do homem restrita sob constantes agressões.

Apesar da gravidade dos ferimentos, que incluíram duas costelas quebradas e diversos hematomas na cabeça, o homem conseguiu escapar da residência e buscou socorro médico na UPA de Ceilândia. O ataque só não teve um desfecho fatal pela capacidade de fuga da vítima, que foi prontamente atendida pela equipe de saúde local diante do quadro clínico crítico apresentado após o espancamento.

O caso tomou um rumo ainda mais dramático quando a suspeita compareceu à mesma unidade de saúde onde a vítima recebia atendimento. Beatriz foi presa no local pela Polícia Militar do DF enquanto proferia ameaças de morte, afirmando que pretendia “terminar o serviço”. Em depoimento oficial, ela confessou o crime e admitiu ter planejado toda a ação detalhadamente, demonstrando total consciência sobre a brutalidade de seus atos.

A ficha criminal da jovem já somava 27 passagens anteriores por delitos como tráfico de drogas, furto e injúria. Na residência de Beatriz, a polícia apreendeu cartões e um notebook pertencentes a terceiros, reforçando a suspeita de que ela utilizava o mesmo modus operandi em outros assaltos. Um caso semelhante, ocorrido em 23 de fevereiro, já está sob investigação para confirmar a reincidência da acusada em crimes de mesma natureza.

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (26), a Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão preventiva de Beatriz. O magistrado destacou o sofrimento físico imposto à vítima e a nítida intenção homicida demonstrada pela suspeita ao persegui-la até o hospital. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Judiciário, onde a mulher responderá por roubo majorado com restrição de liberdade e uso de arma branca.

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